Polícia

Greve: policiais penais federais podem parar sistema penitenciário a partir de segunda

Categoria decidiu pela paralisação de serviços não essenciais após assembleia unânime e cobra criação de fundo nacional de combate ao crime organizado
Por Redação
Greve: policiais penais federais podem parar sistema penitenciário a partir de segunda
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Policiais penais federais decidiram entrar em estado de greve a partir da próxima segunda-feira (6). A medida, definida em assembleia unânime, pode impactar diretamente o funcionamento do sistema penitenciário federal em todo o país.

Com a mobilização, a categoria pretende interromper todas as atividades consideradas não essenciais e reduzir pela metade parte dos serviços indispensáveis. O funcionamento das unidades deve se limitar ao básico, como alimentação dos detentos, banho de sol, visitas controladas e atendimentos médicos apenas em situações emergenciais.

A decisão ocorre em meio à insatisfação com a falta de avanços do governo federal na criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc). Segundo os policiais, a proposta é fundamental para ampliar investimentos em estrutura, reforçar a segurança e garantir valorização profissional.

Impasse com o governo federal

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (FENAPPF), Gentil Silva, criticou a condução do processo. Ele afirmou que a ausência de convite às entidades de classe da Polícia Penal Federal e da Polícia Rodoviária Federal evidencia diferenciação no tratamento para com as forças policiais.

Internamente, o cenário é de crescente insatisfação. Integrantes da categoria apontam que a exclusão inicial das discussões sobre o fundo foi encarada como um sinal de desvalorização dentro das forças de segurança pública. Uma reunião recente no Ministério da Justiça, com representantes dos policiais penais, terminou sem consenso, ampliando a pressão por uma resposta rápida do governo.

Os policiais penais federais são responsáveis pela custódia de detentos considerados de alta periculosidade, incluindo lideranças de organizações criminosas. As entidades representativas defendem participação ativa nas estratégias nacionais de enfrentamento ao crime organizado e reforçam que não aceitarão tratamento desigual em relação a outras forças.

Até o momento, o governo federal não apresentou uma solução concreta para encerrar o impasse da greve policiais penais.