Política

Flávio Bolsonaro pede que EUA monitorem eleições no Brasil em conferência

Senador participou da CPAC, no Texas, e defendeu pressão diplomática para garantir o funcionamento das instituições brasileiras
Por Redação
Flávio Bolsonaro pede que EUA monitorem eleições no Brasil em conferência
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O senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, pediu que os Estados Unidos exerçam pressão diplomática sobre as eleições brasileiras. A declaração foi dada neste sábado (28), durante a CPAC, uma conferência de líderes conservadores realizada no Texas, nos EUA.

Em seu discurso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou que não apenas os EUA, mas o mundo inteiro, acompanhem o processo eleitoral do Brasil com atenção. Ele enfatizou a necessidade de monitorar a liberdade de expressão e garantir o funcionamento adequado das instituições.

Segundo o senador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem interesses opostos aos dos Estados Unidos. Ele citou posições do petista contra ações do ex-presidente Donald Trump em relação a países como Venezuela, Irã e Cuba, além da luta contra o tráfico de drogas.

Críticas e defesas

Flávio Bolsonaro também acusou o ex-presidente americano Joe Biden de interferir nas eleições brasileiras de 2022. No evento, ele defendeu o pai, afirmando que Jair Bolsonaro está "preso pelas mesmas crenças" dos participantes da conferência.

O irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, que está exilado nos EUA, gravou um vídeo para o evento. Na gravação, ele apresentou Flávio Bolsonaro como o futuro presidente do Brasil, reforçando a projeção política da família.

Terras raras e economia

Durante sua participação, Flávio Bolsonaro defendeu que os Estados Unidos explorem terras raras no Brasil, em vez de dependerem da China. Ele argumentou que o Brasil pode ser a solução para a dependência americana do país asiático nesse setor.

Conforme o senador, essas terras raras são cruciais para processadores de computador, a revolução da inteligência artificial e equipamentos de defesa americanos. Sem esses componentes, a inovação tecnológica dos EUA seria impossível, segundo ele.