A Ilha de Itaparica, na Bahia, está em festa, celebrando os 203 anos de sua histórica participação na Independência do Brasil. O festival, que começou no dia 6 de janeiro e vai até o dia 11, reúne uma programação rica em cultura, tradição e shows de grandes nomes da música brasileira, atraindo um público enorme para o Campo Formoso.
Itaparica tem um papel fundamental na história baiana, tendo sido palco de uma batalha decisiva em 7 de janeiro de 1823, que marcou a resistência e a força popular para a vitória da Independência na Bahia. Essa memória é mantida viva anualmente, com festejos que resgatam o valor do município.
Tradição e Cultura em Destaque
As celebrações começaram no dia 6, uma terça-feira, com a tradicional puxada do Carro dos Caboclos, que percorre o Centro Histórico iluminado por moradores. No dia 7 de janeiro, quarta-feira e data principal da cidade, a programação seguiu intensa, com o hasteamento da bandeira, uma missa solene e a oração do Te Deum na Igreja Matriz. O grande cortejo do Carro dos Caboclos, com seus grupos culturais e manifestações populares, tomou as ruas, encerrando o dia com o Auto da Roubada da Rainha e shows de peso no Campo Formoso, que incluiu Geraldo Azevedo, Maria Gadú, Toni Garrido e Luiz Caldas, além de bandas locais.
BaianaSystem e Jota Quest Agitam o Público
A quinta-feira, 8 de janeiro, foi marcada por uma mistura de ritmos, do rock ao samba, com o festival “7 de Janeiro Itaparica”. A banda BaianaSystem fez a abertura da noite, reafirmando sua ligação profunda com a cultura local ao convidar o grupo dos Caboclos de Itaparica para participar do show. O vocalista Russo Passapusso destacou a importância da ilha para a banda:
“Não é de hoje que a Itaparica banha e mostra para a gente uma visão de mundo diferente. Não é de hoje que a gente aprende mais sobre a cultura popular, sobre música, sobre muitas histórias.”
Durante a apresentação, a banda também levantou a bandeira da construção de uma universidade pública na cidade, reforçando o impacto positivo de uma instituição de ensino superior na produção cultural local. O guitarrista Beto Barreto descreveu o show como “a coisa mais importante desse ano”, lembrando que a ilha foi o ponto de partida para a criação do álbum “O Futuro Não Demora” (2019).
Em seguida, o Jota Quest levou a multidão ao delírio com seus clássicos, celebrando 30 anos de carreira com hits como “Só Hoje”, “Dias Melhores”, “Amor Maior” e “O Sol”. O vocalista Rogério Flausino falou sobre a alegria de tocar na festa:
“A gente está muito feliz de estar aqui, participando do festival, são muitos dias de festa, mas aqui no meio da praça.”
Flausino também adiantou que a banda relançará seu primeiro disco para celebrar as três décadas de estrada e prepara um álbum completo em homenagem a Tim Maia, com lançamento previsto para março de 2026, resgatando as raízes do funk e soul do grupo.
Do Funk ao Arrocha: Diversidade Musical
A noite de quinta-feira seguiu com a energia contagiante do MC Livinho, que conquistou o público jovem com seus sucessos que viraram febre nas redes sociais. O artista agradeceu a calorosa recepção e prometeu voltar à ilha:
“Público sensacional, amei, um dos melhores locais que eu já cantei assim, que energia surreal, eu pretendo vir mais vezes.”
Ele também anunciou novos projetos para 2026, incluindo mais hits, videoclipes e um DVD novo. A noite terminou com o arrocha de Kart Love e o samba do Samba do Peu, fechando o segundo dia de festival com chave de ouro.
A Festa Continua até Domingo
Quem ainda não conseguiu curtir as atrações pode aproveitar, pois a programação segue até o domingo, 11 de janeiro, com mais shows imperdíveis:
- Sexta-feira (9): Calcinha Preta, O Kanalha, Unha Pintada e Mambolada.
- Sábado (10): Ludmilla (estreia no município), Carlinhos Brown, Daniel Vieira, Fantasmão e Simples Natural.
- Domingo (11): Mari Fernandez, Olodum, Benza Deus, Kevi Jhony e banda local.
O festival da Independência de Itaparica promete encerrar sua edição de 2026 com mais momentos de celebração, música e muita história.

