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Evento Feijão do Galvão celebra grafite e une comunidade em Salvador

A 8ª edição do Feijão do Galvão em Salvador, no dia 17 de janeiro, transforma a Rua Campomar em uma galeria a céu aberto, celebrando o grafite e a união da comunidade.
Por Redação
Evento Feijão do Galvão celebra grafite e une comunidade em Salvador

Oitava edição do evento acontece em 17 de janeiro -

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A Rua Campomar, no bairro Jaguaribe, em Salvador, na Bahia, se prepara para receber muitas cores e criatividade no próximo dia 17 de janeiro. É a data da oitava edição do Feijão do Galvão, um mutirão cultural que reúne artistas do grafite, amigos e famílias para celebrar a arte urbana e revitalizar o espaço da cidade.

O evento, que já virou tradição no calendário cultural baiano, começou lá em 2017 e acontece anualmente, com uma única pausa durante a pandemia de Covid-19. Mais do que um simples encontro, o Feijão do Galvão é uma grande festa que envolve desde os artistas que colocam a mão na massa, até crianças que têm um espaço só para elas e os familiares, todos juntos celebrando.

Uma celebração da amizade e da arte

O idealizador do projeto, o artista Galvão, conta que o Feijão do Galvão nasceu de uma ideia inusitada: um chá de fraldas para sua segunda filha. A partir daí, a iniciativa evoluiu para um "chá de tintas" e, finalmente, para o mutirão de arte que conhecemos hoje. Ele vê o evento como uma forma de agradecer e celebrar as pessoas que o acompanham em sua jornada.

"É um encontro de artistas de rua que celebram durante um dia e revitalizam o espaço urbano. É uma celebração que eu faço aos meus amigos e amigas que eu conquistei ao longo de 13 anos de arte urbana. Todos eles que participam são pessoas muito importantes na minha caminhada, que me transformaram naquilo que eu sou hoje, tanto como artista, como pessoa", destacou Galvão ao Portal A TARDE.

Galvão explica que o evento transcende a bolha artística, convidando também amigos que, mesmo não sendo artistas, são parte importante do cenário cultural. "Ou seja, acaba se tornando um encontro da sociedade civil", complementou ele, ressaltando o caráter inclusivo do Feijão do Galvão.

Arte que transforma e conecta

A cada edição, cerca de 150 metros de muros ganham vida com as novas pinturas. Mais ou menos 40 artistas participam ativamente dessa transformação, enchendo a rua de arte e mensagens. Um desses artistas é Black Shock, grafiteiro de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que está no mundo da arte desde 2017.

Para Black Shock, a importância de participar do Feijão do Galvão vai além da pintura.

“Participar do Feijão do Galvão anualmente para mim é importante porque me sinto incluído na cultura de grafite. Para a cidade, é importante porque está sempre surgindo novos grafites, fazendo a manutenção dessa arte, principalmente na capital baiana”, pontuou o artista.

Ele vê o evento como um pontapé inicial para a agenda cultural de Salvador e região, além de ser um momento valioso para reencontrar amigos e celebrar. "Fazer grafite é como se fosse uma confraternização para início de ano. Esse evento é importante por isso, porque celebra a amizade, a família. É um evento que celebra o grafite e toda a sua trajetória”, completou Black Shock.

Um encontro que irradia alegria

A relevância do Feijão do Galvão é confirmada por Luciana Mendes, produtora cultural e responsável pelo Bahia de Todas as Cores, um dos maiores eventos de grafite do Norte e Nordeste do Brasil. Ela destaca a capacidade do evento de unir pessoas.

“O Feijão do Galvão consegue reunir muita gente, são famílias, não é só os grafiteiros que participam. É um mutirão, mas também é um encontro de grandes amigos, onde a gente consegue interagir e conversar. Normalmente é o primeiro encontro presencial do nosso coletivo depois da virada”, disse Luciana.

A produtora ressalta a atmosfera única do evento, que gera grande expectativa na comunidade. "É um momento muito gostoso de conviver. Esse é um encontro que muita gente fica na expectativa para acontecer. Muitas vezes vi pessoas de outras cidades, do interior, se deslocando para participar, pessoas de vários bairros. Esse é o intuito dos mutirões, fazer em prol de algo maior, trazer alegria, trazer cores para as ruas, independente de condição financeira”, finalizou Luciana Mendes.

O Feijão do Galvão é, portanto, mais que um evento de grafite; é uma celebração da cultura, da amizade e do poder da arte em transformar espaços e unir pessoas em prol de uma cidade mais colorida e viva.