Um levantamento recente, feito pelo Datafut, trouxe à tona uma realidade interessante sobre os elencos de Bahia e Vitória no Campeonato Brasileiro de 2026. Os dois gigantes do futebol baiano estão seguindo caminhos bem diferentes quando o assunto é a idade dos seus jogadores, refletindo estratégias de mercado e objetivos distintos para a temporada.
Bahia aposta na juventude e em novos talentos
Do lado tricolor, o Esquadrão de Aço se destaca por ter um dos times mais jovens da Série A, ocupando a sétima posição nesse ranking. A média de idade dos atletas do Bahia é de 26,6 anos. Essa tendência não é à toa e mostra a forte influência do Grupo City, que assumiu a gestão do clube.
Desde que o aporte do Grupo City chegou, o foco mudou. Agora, o Bahia procura jogadores mais jovens, principalmente promessas sul-americanas, com um potencial enorme não só de render dentro de campo, mas também de serem revendidos no futuro, gerando lucros para o próprio Grupo City. Essa estratégia busca uma sustentabilidade financeira maior e um retorno esportivo constante, sem depender de salários muito altos. É um modelo que tem feito a média de idade do time cair bastante, se compararmos com 2020 e 2021, quando a média chegou a beirar os 30 anos.
Para a temporada de 2026, o Bahia fez seis movimentações no mercado. Entre elas, a compra definitiva do goleiro Ronaldo, que já estava emprestado pelo Atlético Paranaense, tem sido uma das que mais geram resultados positivos no elenco.
Vitória busca experiência para se firmar na elite
Já o Vitória, conhecido como o Leão da Barra, segue um caminho inverso. O clube rubro-negro tem um elenco mais experiente, figurando como o sexto mais velho do Brasil, com uma média de idade de 28,2 anos por jogador. A aposta aqui é clara: experiência para dar solidez e ajudar o time a se manter na primeira divisão.
O mercado de transferências do Vitória para 2026 reflete essa filosofia. Com cerca de 20 movimentações entre renovações e novas contratações, o clube buscou atletas que pudessem trazer segurança e menos margem de erro. Nomes como Marinho (35 anos), a renovação do ponta-esquerda Erick (28 anos), a permanência de Osvaldo (38 anos) e a chegada do meia Emmanuel Martinez (31 anos) são exemplos de jogadores com trajetórias consolidadas no futebol, que chegam para agregar experiência ao time.
Cenário nacional e o impacto da idade
O estudo do Datafut também mostra como Bahia e Vitória se posicionam no contexto nacional. O Vitória está entre os elencos mais velhos, mas ainda atrás de times como:
- Chapecoense (28,4 anos)
- Flamengo (28,4 anos)
- Remo (28,6 anos)
- Coritiba (28,7 anos)
O Bahia, por sua vez, está entre os mais jovens, atrás de times como:
- Red Bull Bragantino (25,6 anos)
- Cruzeiro (25,7 anos)
- Vasco da Gama (26,1 anos)
De forma mais ampla, a análise da Série A do Campeonato Brasileiro de 2025 revela uma tendência: times com elencos mais jovens, como Palmeiras, Red Bull Bragantino e Cruzeiro, geralmente terminam na parte de cima da tabela. Enquanto isso, equipes com elencos mais experientes, como Santos e Internacional, acabaram na parte de baixo da classificação.
Claro, existem exceções notáveis, como o Mirassol, que foi a sensação da temporada de 2025 e tem o elenco mais velho (30,3 anos), e o Flamengo, que, mesmo com uma média de idade elevada, conseguiu uma vaga na Libertadores. No entanto, a regra geral aponta que a juventude, combinada com talento, tem sido um fator de sucesso no futebol brasileiro recente, algo que o Bahia parece ter compreendido bem, enquanto o Vitória aposta na bagagem dos seus jogadores para alcançar seus objetivos.

