Política

Empreendedorismo social é alternativa contra violência à mulher na Bahia

Especialistas destacam a independência financeira como ferramenta de empoderamento e segurança para mulheres baianas
Por Redação
Empreendedorismo social é alternativa contra violência à mulher na Bahia
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O empreendedorismo social surge como uma importante alternativa para o empoderamento feminino e a segurança das mulheres na Bahia, em um contexto de crescente violência. A independência financeira é apontada como um caminho para romper ciclos de dependência e vulnerabilidade.

Ana Carolina Alonso, coordenadora da Câmara da Mulher Empresária da Fecomércio Bahia, destacou a importância do empreendedorismo durante a Conferência Mulheres em Pauta, realizada pelo Grupo A TARDE em março, no Mês da Mulher. Segundo ela, a dependência financeira muitas vezes impede que mulheres vítimas de violência doméstica denunciem seus agressores.

"Acredito muito no empreendedorismo com um papel de transformação social, uma vez que ele possibilita que a mulher alcance a independência financeira e transforme a realidade de sua vida e de sua família", afirmou Ana Carolina Alonso.

Capacitação e apoio ao empreendedorismo feminino

A Câmara da Mulher Empresária da Fecomércio Bahia reúne mulheres de diversos setores para discutir melhorias no ambiente de negócios. Outra instituição que atua na área é o Sebrae, que oferece capacitação para mulheres empreendedoras.

Janaina Neves, gerente de educação empreendedora do Sebrae, ressalta o papel do programa Sebrae Delas na formação dessas profissionais. "O empreendedorismo feminino é um caminho para que a gente consiga tornar essa mulher independente e a independência faz com que ela se torne menos vulnerável às questões de violência", pontuou Neves.

A capacitação feminina também é prioridade na Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb), conforme depoimento em vídeo da presidente Marise Chastinet. A Juceb promove encontros entre empreendedoras de sucesso e mulheres que desejam iniciar um negócio, mas têm receios.

Viviane Fonseca, diretora comercial e de marketing da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi), explica que o empoderamento gerado pelo empreendedorismo agrega autoconfiança e segurança. "Sem dúvidas isso protege a mulher de cenários vulneráveis", disse.

O empreendedorismo social é, portanto, visto não apenas como uma alternativa econômica, mas como uma ferramenta de empoderamento que contribui para a segurança e a transformação social das mulheres baianas.