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Edson Bindilatti, baiano lenda do bobsled, relembra carreira olímpica

Atleta de Camamu, com seis participações em Jogos de Inverno, detalha transição do atletismo e desafios na modalidade de gelo
Por Redação
Edson Bindilatti, baiano lenda do bobsled, relembra carreira olímpica
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Edson Bindilatti, natural de Camamu, no baixo Sul da Bahia, o maior nome do Brasil no bobsled, concedeu entrevista exclusiva ao portal A TARDE, na qual abordou sua trajetória e as seis participações em Jogos Olímpicos de Inverno.

O atleta, considerado uma lenda dos esportes de inverno, detalhou o processo de migração do atletismo para o bobsled e os desafios enfrentados para alcançar a marca expressiva nas competições internacionais.

Segundo Bindilatti, a transição para o bobsled surgiu de um convite, mesmo sem conhecer a modalidade. Ele já era campeão brasileiro e sul-americano no atletismo e buscava o objetivo de participar dos Jogos Olímpicos.

Da pista de atletismo para o gelo

Edson Bindilatti explicou que o medo inicial de praticar um esporte tão diferente foi grande, mas a vontade de ser melhor, herdada do atletismo, o impulsionou. Ele superou a resistência da própria família, que via o bobsled como perigoso.

O baiano ressaltou que a modalidade o "escolheu", e que a paixão pela velocidade, presente desde a infância, foi um fator decisivo. Ele destacou que o bobsled exige controle e técnica, não sendo apenas "descer ladeira abaixo".

A visão de mundo de Bindilatti mudou drasticamente após sair de Camamu e viajar pelo mundo competindo. Ele enfatizou que o esporte proporcionou experiências e conhecimentos que dificilmente teria de outra forma, transformando-o em uma pessoa mais generosa e respeitosa.

Lições e o futuro após as pistas

Para os jovens, Edson Bindilatti aconselha a humildade como principal fator de sucesso. Ele defende a importância de aprender a ouvir e interpretar as reações das pessoas em um mundo imediatista.

Entre as seis Olimpíadas disputadas, a final de 2022, após a pandemia de Covid-19, foi a mais especial para o atleta. Mesmo com equipamentos alugados e lâminas emprestadas, a equipe brasileira alcançou a primeira final da história do bobsled do Brasil em Jogos de Inverno.

Edson Bindilatti se aposentou aos 46 anos, após os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, mas segue ligado ao esporte por meio do Projeto Sonho Real, vinculado ao Instituto Edson Bindilatti, que visa incentivar novos talentos.