Polícia

Dupla é presa em Goiânia por venda de atestados médicos falsos

Dois homens foram presos em Goiânia, Goiás, por venderem atestados médicos falsos. O esquema cobrava até R$100 por documentos com assinaturas forjadas de médicos.
Por Redação
Dupla é presa em Goiânia por venda de atestados médicos falsos

Compradores dos atestados também poderão ser investigados pela polícia -

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A Polícia Militar de Goiás fez uma importante prisão em Goiânia, em Goiás, pegando em flagrante dois homens que são suspeitos de comandar um esquema de venda de atestados médicos falsos. A ação desmantelou uma rede que oferecia documentos forjados, enganando empregadores e o sistema de saúde.

As investigações mostraram que a dupla vendia os atestados por preços que variavam bastante. Para conseguir um dia de afastamento, o "serviço" custava R$ 50. Mas se o cliente precisasse de mais tempo, o valor subia: em alguns casos, um dos presos confessou à Polícia Civil de Goiás que cobrava até R$ 100 por documentos que garantiam três dias longe do trabalho. Os "clientes" vinham de todos os lados, tanto do setor público quanto de empresas privadas.

A falsificação era tão bem-feita que assustava. Os atestados pareciam oficiais, usando indevidamente o timbre de órgãos públicos e a identificação de unidades de saúde verdadeiras. Para completar a farsa, eles ainda falsificavam as assinaturas de médicos que realmente existem e são registrados no Conselho Regional de Medicina (CRM). Segundo a polícia, as assinaturas eram copiadas de documentos reais, depois que os médicos atendiam em hospitais.

"É um crime grave que não só prejudica empresas, mas também o sistema de saúde, gerando informações falsas e sobrecarga. Além disso, os compradores também podem ser investigados por participar da fraude", destacou a polícia.

Durante a operação, os policiais encontraram uma quantidade impressionante de provas. Eles apreenderam mais de 20 atestados já preenchidos e prontos para serem usados. Além disso, foram encontrados 25 carimbos médicos, diversas assinaturas falsificadas e outros documentos que tinham identificação de unidades de saúde públicas, tudo usado para dar um ar de verdade à fraude.

Os dois homens agora vão responder por crimes sérios. Eles foram acusados de falsificação de documento público, que está previsto no artigo 297 do Código Penal, e também por associação criminosa, conforme o artigo 288. A polícia avisou que quem comprou esses atestados também pode acabar na mira das investigações e ter que explicar o porquê de ter usado um documento falso.