Um criadouro de macacos-prego foi interditado nesta semana em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina. O local, que era o último espaço a cuidar desses animais na região, foi denunciado por maus-tratos.
A ação foi realizada por agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A operação desativou o espaço e resgatou 26 macacos-prego, que foram encontrados desnutridos, estressados e sem acesso à luz solar.
Segundo o Ibama, os filhotes eram separados das mães de forma precoce. A intenção era criá-los e vendê-los por valores que chegavam a R$ 100 mil.
Resgate e reabilitação dos animais
Os primatas foram encaminhados para uma instituição especializada em reabilitação de animais. No novo local, eles terão acesso a espaços amplos com terra, vegetação e estruturas para escalada, recebendo os nutrientes e exercícios necessários para sua recuperação.
Além dos macacos-prego, o criadouro mantinha outros animais silvestres brasileiros para comercialização, como saguis e aves. O espaço funcionou por mais de uma década amparado por uma liminar judicial.
Esta não é a primeira vez que o local é alvo de fiscalização. Em 2015, uma operação anterior do Ibama resgatou 126 aves e 41 primatas, que foram levados para Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Brasília (DF), Lorena (SP) e Porto Alegre (RS).

