Os corpos de duas idosas, Railda Mendes Malafaia, de 77 anos, e Anerina Maria da Silva, de 80, foram trocados após um erro de identificação no Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do Recife, em Pernambuco. A confusão resultou no sepultamento de Railda em um cemitério público de Carpina, a 51 quilômetros do local previsto para a cerimônia.
O caso foi descoberto quando o filho de Anerina percebeu que o caixão de sua mãe continha uma mulher desconhecida. Após acionar a funerária e o Instituto Médico Legal (IML), ele soube que sua genitora havia sido sepultada em um caixão fechado.
Segundo informações do G1, a troca ocorreu devido à confusão nos Números de Identificação de Cadáver (NIC) das duas idosas. Os laudos periciais constataram que os corpos foram transferidos do SVO já com os códigos trocados.
Detalhes da confusão e ação judicial
Apesar das diferenças físicas marcantes entre Railda, que era branca e tinha cabelo claro, e Anerina, negra com cabelo escuro, e dos nomes distintos, a troca de identificação não foi percebida inicialmente. Além disso, a família de Railda não teve acesso ao laudo correto da morte da idosa, que faleceu em casa enquanto assistia televisão; o documento entregue pertencia a outra vítima e indicava peritonite.
Diante da situação, a Justiça concedeu uma liminar em tutela de urgência na última terça-feira (5). A decisão judicial ordenou que o Governo de Pernambuco realizasse a exumação e o traslado dos corpos, sob pena de multa. O prazo para o cumprimento da ordem se encerrou na manhã desta sexta-feira (8), mas, até o momento, o procedimento não foi realizado.
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco não se pronunciaram sobre o caso até a publicação desta reportagem. A família aguarda a resolução para que os corpos das idosas sejam devidamente identificados e sepultados nos locais corretos.

