A professora Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, que tragicamente perdeu a vida em um ataque a facadas por um aluno em uma faculdade de Rondônia, foi cremada neste domingo (8), em Salvador, na Bahia. A emocionante despedida aconteceu no Cemitério Jardim da Saudade, localizado no bairro de Brotas, reunindo familiares e amigos que se despediram da educadora em um momento de profunda dor e consternação.
Detalhes da Tragédia em Rondônia
O brutal assassinato de Juliana chocou a comunidade acadêmica e a população. Ela foi atacada enquanto ministrava uma de suas aulas, em um ambiente que deveria ser de segurança e aprendizado. O principal suspeito, um de seus alunos identificado como João Junior, confessou o crime. Em seu depoimento, Junior afirmou que mantinha um relacionamento amoroso com a professora. A motivação alegada por ele para o ato violento foi o afastamento de Juliana e o fato de ela ter iniciado um novo relacionamento, o que levou à fatídica agressão.
A notícia da morte da professora Juliana gerou grande comoção, tanto em Rondônia, onde o crime ocorreu, quanto em Salvador, cidade com a qual ela mantinha fortes laços. A violência no ambiente educacional reacendeu debates sobre a segurança nas instituições de ensino e o impacto de crimes passionais.
A Ligação de Juliana com Salvador
A capital baiana era um lugar de raízes e memórias para Juliana. Ela passou parte significativa de sua vida em Salvador, onde construiu sua trajetória educacional e social. A professora cursou o Ensino Fundamental no tradicional Colégio Antônio Vieira, uma instituição de renome na cidade. Posteriormente, ela consolidou sua formação acadêmica ao se graduar em Direito pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal).
O translado do corpo de Juliana para a Bahia ocorreu no sábado (7), preparando o caminho para as últimas homenagens. Antes de ser trazido para Salvador, uma missa especial foi organizada em Rondônia pela Polícia Civil de Porto Velho, permitindo que colegas e autoridades locais prestassem suas condolências à educadora. A cerimônia de cremação neste domingo marcou o fim de uma jornada de vida dedicada à educação e ao conhecimento, tragicamente interrompida pela violência.

