O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, sofreu uma baixa em sua defesa no caso Banco Master. A decisão ocorreu nesta segunda-feira (11), menos de uma semana após o parlamentar ser alvo da Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira (7).
O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados, que representava o senador, anunciou que não atua mais no caso. Segundo o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, a decisão foi tomada em comum acordo com Ciro Nogueira.
“Conversei com ele [Ciro Nogueira] e resolvemos que seria melhor eu deixar de comum acordo a defesa”, afirmou Kakay à colunista Andreia Sadi, do g1. A equipe de defesa incluía, além de Kakay, os advogados Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.
Contexto da Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero, em sua quinta fase, investiga supostas fraudes no sistema financeiro envolvendo o Banco Master. Ciro Nogueira foi alvo de busca e apreensão em sua residência e gabinete. A PF apura a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
De acordo com informações do Metrópoles, o senador adquiriu uma cobertura triplex avaliada em R$ 22 milhões em São Paulo, três meses após se tornar sócio de Daniel Vorcaro. A compra do imóvel ocorreu 26 dias antes de Ciro Nogueira apresentar uma emenda à PEC nº 65/2023.
A emenda propunha ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, uma medida que, segundo a PF, beneficiaria diretamente o Banco Master. O imóvel, com 514 metros quadrados, está em fase final de construção na Rua Oscar Freire, zona oeste da capital paulista.
A saída da equipe de defesa ocorre em um momento crucial para o senador, que é uma figura proeminente na política nacional e presidente de um dos maiores partidos do país, o Progressistas. O caso Banco Master segue em investigação pela Polícia Federal.

