Polícia

Chefe do Tráfico do Aglomerado da Serra é Preso em Praia no Sul da Bahia

Líder do tráfico no Aglomerado da Serra, Belo Horizonte, é preso em praia de Prado, na Bahia, após investigações ligadas a homicídio de 2025.
Por Redação
Chefe do Tráfico do Aglomerado da Serra é Preso em Praia no Sul da Bahia

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Um dos chefes do tráfico de drogas no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, foi encontrado e preso enquanto curtia a vida em uma praia no sul da Bahia. Marcélio Alves de Souza, mais conhecido como “Tchelo”, de 46 anos, era considerado foragido desde 2022, mas foi localizado na cidade de Prado, após um trabalho de investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.

A prisão de Tchelo aconteceu na quinta-feira, e já na sexta, a Justiça mineira confirmou que ele seguirá preso. As autoridades afirmam que ele é investigado por uma série de crimes que teriam ocorrido ao longo de quase três décadas.

A caçada e a vida de luxo

A polícia chegou até Marcélio, o Tchelo, durante as investigações de um assassinato brutal que aconteceu em dezembro de 2025, no bairro Funcionários, área central de Belo Horizonte. A vítima, Júlio César Ferreira Peixoto, de 33 anos, foi morto a tiros dentro de um carro. Câmeras de segurança registraram a execução, e dentro do veículo, peritos encontraram uma carta escrita à mão que falava sobre brigas entre facções criminosas na capital mineira. Apesar da descoberta, a polícia ainda não detalhou a participação exata de Tchelo neste crime.

Mesmo com uma longa ficha criminal e sendo um dos nomes da cúpula da Organização Terrorista do Cafezal (OTC), o chefão do tráfico vivia uma vida de alto padrão no litoral baiano, fugindo da Justiça desde 2022. O delegado Felipe Freitas, responsável pelas investigações, destacou a importância da prisão.

“Trata-se de um indivíduo com grande poder de influência e domínio territorial dentro do Aglomerado da Serra”, afirmou o delegado, ressaltando que Tchelo era um alvo prioritário para as forças de segurança de Minas Gerais.

Histórico de crimes e decisão da Justiça

Tchelo não é um nome novo para a polícia. Ele já passou pelo sistema prisional ao menos três vezes e era procurado também pela morte de Jonathan Rafael Vasconcelos Costa da Silva, conhecido como “Toco”, que fazia parte da mesma facção criminosa, a OTC.

Depois de ser pego em Prado, na Bahia, Tchelo foi levado de volta para Belo Horizonte em um avião da Polícia Militar. Na sexta-feira, dia 6, ele passou por uma audiência de custódia, onde o Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu que ele deve continuar preso preventivamente. Se for condenado pelos crimes que o investigam, Marcélio Alves de Souza pode pegar uma pena que passa dos 20 anos de prisão.