O auxiliar técnico Charles Hembert, que substituiu Rogério Ceni no comando do Bahia, admitiu falhas técnicas da equipe após a derrota por 2 a 0 para o Flamengo, neste domingo (19), no Maracanã. O resultado expôs fragilidades do time baiano, especialmente na construção ofensiva.
Hembert explicou que o plano de jogo, incluindo escalação e substituições, foi traçado previamente com Ceni. A estratégia visava qualificar tecnicamente o time e melhorar a retenção de bola diante da pressão do adversário.
Segundo o auxiliar, o principal problema foi a dificuldade em trocar passes e a falta de aproximação técnica. "Cada vez que a gente recuperava a bola, não conseguíamos trocar passes. Foram muitos erros de passe e de aproximação técnica. Isso foi o que mais nos prejudicou", afirmou.
Análise e próximos passos do Bahia
Questionado sobre a entrada de William José, Hembert detalhou que a intenção era usar as características do jogador para segurar a bola e fazer tabelas. No entanto, a equipe pecou justamente na retenção de posse.
Apesar da dificuldade de competir em alto nível com tantos erros, Hembert negou que o resultado represente um choque de realidade para o Bahia, que está na parte de cima da tabela do Brasileirão. Ele ressaltou a importância de corrigir as falhas para manter a boa campanha.
Um dos destaques positivos da partida foi o goleiro Léo Vieira, elogiado por Hembert pela rápida adaptação e pelas defesas importantes. O auxiliar também reconheceu a necessidade de evolução nas bolas paradas, embora não seja uma característica principal do elenco.
O Esquadrão agora foca na Copa do Brasil, onde enfrenta o Remo na próxima quarta-feira (22), na Arena Fonte Nova. Pelo Brasileirão, o Bahia encara o Santos no fim de semana, também em Salvador.

