Polícia

Chacina no DF: cinco réus são condenados a mais de 1.200 anos de prisão

Crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 e resultaram na morte de dez pessoas da mesma família por disputa de chácara
Por Redação
Chacina no DF: cinco réus são condenados a mais de 1.200 anos de prisão
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Cinco réus foram condenados pelo Tribunal do Júri de Planaltina, no Distrito Federal, na noite do último sábado (18), pela morte de dez pessoas da mesma família. As penas somadas ultrapassam 1.200 anos de prisão, no caso que ficou conhecido como a maior chacina da história do DF.

Os crimes ocorreram entre o fim de dezembro de 2022 e meados de janeiro de 2023. As investigações apontaram que a motivação da chacina no DF foi a disputa por uma chácara avaliada em cerca de R$ 2 milhões.

Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), os jurados condenaram os envolvidos por homicídios qualificados, roubo, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menores.

Detalhes das Condenações e Vítimas

Gideon Batista de Menezes recebeu a maior pena, com 397 anos, 8 meses e 4 dias de reclusão, além de 1 ano e 5 meses de detenção. Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, 1 mês e 4 dias de reclusão e 11 meses de detenção. Horácio Carlos Ferreira Barbosa pegou 300 anos, 6 meses e 2 dias de reclusão, mais 1 ano de detenção. Fabrício Silva Canhedo recebeu 202 anos, 6 meses e 28 dias de reclusão e 1 ano de detenção. Carlos Henrique Alves da Silva foi condenado a 2 anos de reclusão, em regime semiaberto.

Entre as vítimas da chacina no DF estão a cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos, o marido dela, Thiago Gabriel Belchior, de 30, e os três filhos do casal, com idades entre 6 e 7 anos. Também foram assassinados os pais, a irmã e outros parentes de Thiago, além de duas mulheres ligadas à família.

O julgamento durou seis dias e contou com o depoimento de 18 testemunhas. Os réus permanecem presos e podem recorrer da sentença.