Política

Carlos Bolsonaro ironiza Moraes sobre cirurgia do pai, Jair Bolsonaro

Pré-candidato ao Senado citou estado de saúde do ex-presidente, em prisão domiciliar, e aguarda autorização para procedimento no ombro
Por Redação
Carlos Bolsonaro ironiza Moraes sobre cirurgia do pai, Jair Bolsonaro
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Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, utilizou as redes sociais neste sábado (25) para comentar o estado de saúde de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. O filho do ex-presidente ironizou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao citar a necessidade de uma nova cirurgia no ombro de Bolsonaro.

A declaração de Carlos Bolsonaro ocorreu após uma visita à residência do ex-presidente. Segundo ele, Jair Bolsonaro aguarda autorização para a realização de um procedimento cirúrgico no ombro, que o incomoda bastante. O filho expressou preocupação com o quadro clínico do pai, mencionando três pneumonias seguidas e a demora na autorização de atendimento anterior.

De acordo com Carlos Bolsonaro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já autorizou a cirurgia no ombro do ex-presidente, após uma queda e traumatismo craniano. No entanto, ele ressaltou que a liberação final depende do ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “ministro médico”.

Contexto da situação de Jair Bolsonaro

A defesa de Jair Bolsonaro solicitou, na última terça-feira (21), a Alexandre de Moraes a autorização para a cirurgia de reparação do manguito rotador e lesões associadas no ombro direito. Na sexta-feira (24), a Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do procurador-geral Paulo Gonet, manifestou-se a favor do pedido.

Laudos médicos indicam que o ex-presidente enfrenta dores persistentes, que se intensificam à noite, e limitação de movimentos, mesmo com o uso contínuo de analgésicos. A expectativa é que o procedimento ocorra nos próximos dias, mediante a autorização judicial. Durante a visita, Carlos Bolsonaro e o pai também conversaram sobre as eleições de outubro, com o ex-presidente, inelegível, dedicando-se ao período eleitoral e à lista de senadores a serem indicados.