Um grupo de cães matou gatos que estavam em tratamento de doenças transmissíveis na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), em Feira de Santana, neste sábado (28). Os felinos estavam isolados para cuidados veterinários no campus.
Quinze gatos estavam em gaiolas de ferro revestidas com telas, sob os cuidados diários da equipe responsável. A proteção visava garantir a segurança dos animais, que foram realocados devido a intervenções estruturais em andamento na universidade.
Mesmo com as medidas de segurança, uma matilha de cães conseguiu acessar a área reservada e atacou os felinos, conforme nota divulgada pela Uefs. A quantidade exata de gatos mortos não foi informada, mas os sobreviventes recebem assistência do Núcleo de Atenção aos Animais no Campus (NAAC).
Abandono de animais no campus
A Uefs lamentou o ocorrido e se solidarizou com os envolvidos no cuidado dos animais, classificando o incidente como uma fatalidade. A universidade ressaltou que o ataque foi "oriundo de fatores exógenos e sem identificação de responsabilidade direta".
Na última semana, a instituição repudiou o abandono frequente de animais no campus, onde circulam entre 150 e 200 cães e gatos. O NAAC atua na gestão dessa população, buscando equilibrar o bem-estar animal e a segurança da comunidade acadêmica.
O núcleo atende cerca de 80 animais em um espaço de aproximadamente 332 metros quadrados. Em 2026, cerca de 50 animais já receberam a vacina múltipla, com foco nos filhotes. A equipe também obteve sucesso no controle da esporotricose, uma zoonose que afeta os gatos e pode ser transmitida a humanos.
Manejo e realocação de animais
Para lidar com animais de comportamento agressivo ou territorialista, a Uefs adotou uma política de realocação assistida. O processo é fundamentado em planejamento técnico e no bem-estar animal, visando a segurança da comunidade acadêmica e dos próprios bichos.
Atualmente, cinco animais estão no cronograma de realocação para o ambiente controlado do NAAC. O núcleo passou por reformas finalizadas em fevereiro, e as novas instalações incluem baias com áreas de sombreamento e proteção contra chuva e sol.
A ação de realocação ocorre de forma gradual para permitir a adaptação tranquila dos animais, evitando estresse. A superpopulação de animais no campus gera riscos à saúde pública, como raiva e leishmaniose, além de desequilíbrio ambiental. A solução definitiva, segundo a equipe da Uefs, passa pela adoção responsável.

