A redução do desmatamento no Brasil impulsionou uma queda global de 36% nas perdas de florestas tropicais primárias em 2023. Os dados foram divulgados pelo World Resources Institute (WRI) e destacam a influência brasileira no cenário ambiental mundial.
No ano passado, o Brasil registrou uma retração de 42,4% na perda de suas florestas, contribuindo significativamente para o resultado global. Incêndios florestais foram responsáveis por 65,2% do desflorestamento no período, segundo o WRI.
De acordo com o instituto, o mundo perdeu 4 milhões de hectares de floresta tropical primária, uma área equivalente ao estado do Amazonas. A principal causa identificada para essa devastação é a expansão agrícola.
Impacto e desafios na Bahia e no Pará
Apesar da diminuição geral, o estado do Pará ainda apresenta desafios significativos. Os paraenses destroem cerca de 70% a mais de florestas do que o permitido pelos compromissos globais firmados por 193 países. A situação ressalta a necessidade de ações mais eficazes para conter a degradação ambiental na Amazônia Legal.
A Bahia, embora não seja o foco principal da perda de florestas tropicais primárias, também enfrenta pressões ambientais, especialmente no bioma Mata Atlântica e no Cerrado. A redução do desmatamento no Brasil é crucial para o equilíbrio climático e a biodiversidade, com reflexos diretos na qualidade de vida das comunidades locais e na economia regional.
As autoridades brasileiras e organizações ambientais continuam a monitorar os índices de desmatamento e a implementar políticas para combater a destruição florestal. A meta é alcançar um desmatamento líquido zero, conforme os acordos internacionais de clima.

