O ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, apresentou uma piora no funcionamento dos rins, conforme boletim médico divulgado nesta terça-feira (17) pelo hospital DF Star, em Brasília. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a última sexta-feira (13).
Apesar da elevação dos marcadores inflamatórios, o informe médico aponta que o ex-presidente está clinicamente estável. Bolsonaro segue realizando tratamento com antibióticos para a broncopneumonia bacteriana bilateral, diagnosticada após sua internação.
Segundo a equipe médica, não há previsão de alta da UTI para o ex-presidente. A internação ocorreu após Bolsonaro apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Contexto da internação e saúde
Exames de imagem e laboratoriais confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Essa condição atinge brônquios, bronquíolos e alvéolos, formando múltiplos focos de inflamação nos pulmões.
De acordo com informações da Rede D'or, a broncopneumonia é mais comum em crianças pequenas e idosos. Em pacientes da terceira idade, os riscos aumentam devido à redução da eficiência do sistema imunológico, diminuição da capacidade pulmonar e presença de doenças crônicas.
A infecção não é considerada contagiosa, mas os microrganismos podem ser transmitidos por gotículas respiratórias ou contato físico próximo. O risco de desenvolver a doença é maior em pessoas com imunidade baixa ou histórico de doenças respiratórias prévias.
A broncopneumonia tem cura na maioria dos casos, especialmente quando diagnosticada e tratada precocemente. Os sintomas costumam melhorar entre dois e cinco dias após o início do tratamento, mas a recuperação total pode variar de 10 a 21 dias.

