Polícia

Baianos mortos na Paraíba: suspeito é preso com celular de vítima

Homem foi detido em Bayeux, na Grande João Pessoa, em operação conjunta que investiga a execução de quatro trabalhadores da Bahia
Por Redação
Baianos mortos na Paraíba: suspeito é preso com celular de vítima
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Um homem foi preso na noite de quarta-feira (8), em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, Paraíba, suspeito de envolvimento na morte de quatro trabalhadores baianos. A prisão ocorreu durante uma operação conjunta da Delegacia de Homicídios e da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Com o suspeito, a polícia apreendeu o celular de uma das vítimas. Na mesma residência, no bairro Comercial Norte, uma mulher também foi detida por tráfico de drogas, após a localização de materiais ilícitos no imóvel.

Segundo a Polícia Civil, cinco outros suspeitos já foram identificados como participantes na execução e ocultação dos corpos, mas permanecem foragidos. Mandados de prisão foram expedidos pelo Poder Judiciário.

Investigação sobre os baianos mortos

Os quatro trabalhadores, Cleibon Jaques, 31 anos, e Lucas Bispo, ambos de Campo Formoso; Sidclei Silva, 21 anos, e Gismario Santos, 23 anos, de Morro do Chapéu, estavam desaparecidos desde a terça-feira (31) e foram encontrados mortos na madrugada de sexta-feira (3). Os corpos estavam em uma área de mata no bairro Brisamar, em João Pessoa.

De acordo com a perícia, os corpos apresentavam marcas de tiros e sinais de execução, e três das vítimas tinham as mãos amarradas para trás. A polícia informou que o carro das vítimas havia sido roubado em Santa Rita, na Grande João Pessoa.

A principal linha de investigação indica que o crime está relacionado a uma suposta dívida de drogas envolvendo um dos trabalhadores. Devido ao avançado estado de decomposição, a identificação visual das vítimas não foi possível, sendo necessários exames cadavéricos. Dois dos corpos foram encontrados com documentos, mas a polícia ainda apura se pertenciam às vítimas.

O caso dos baianos mortos na Paraíba segue sob investigação da Polícia Civil, que continua trabalhando para localizar os demais suspeitos e esclarecer todos os detalhes do crime.