A Bahia intensifica as ações de combate à violência de gênero, com o reforço de canais de denúncia e serviços de apoio às vítimas. As forças policiais do estado, em parceria com empresas, ampliam a rede de proteção para mulheres.
O Comando de Policiamento da Região Extremo Sul (CPR-ES) oferece suporte integral à saúde e qualidade de vida de suas profissionais, incluindo atendimento psicológico para militares que sofrem violência de gênero. A iniciativa busca fortalecer o acolhimento institucional.
A Polícia Militar da Bahia (PMBA) também conta com o Batalhão de Proteção à Mulher (BPPM), localizado na Região Metropolitana de Salvador. A unidade é especializada no atendimento a casos de violência contra a mulher e no acompanhamento de medidas protetivas.
Canais de denúncia e dados alarmantes
Além das ações policiais, a Suzano disponibiliza o Tele Faz Bem, um canal de atendimento gratuito e online, 24 horas por dia. O serviço oferece assistência social especializada, orientação e suporte a vítimas de violência de gênero.
A ampliação da rede de combate à violência de gênero Bahia é uma resposta aos dados alarmantes. Segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, do DataSenado, cerca de 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica ou familiar no Brasil em 2025.
Na Bahia, os números também são altos. A Coordenadoria Regional da Polícia do Interior (COORPIN), em Teixeira de Freitas, registrou 1.775 boletins de ocorrência de violência de gênero e 13 tentativas de feminicídio na região do Extremo Sul em 2025.
A delegada Valéria Fonseca Chaves, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Teixeira de Freitas, ressalta que esses números podem não refletir a realidade. Muitas mulheres não denunciam por dependência emocional ou financeira.
A delegada enfatiza a importância do registro do Boletim de Ocorrência nos primeiros sinais de violência física ou psicológica. A medida é crucial para evitar a escalada dos casos e prevenir feminicídios.

