Esportes

Bahia perde dinheiro e tem calendário mais vazio após eliminação na Libertadores

A eliminação do Bahia na pré-Libertadores para o O'Higgins, do Chile, trouxe um prejuízo milionário e encolheu o calendário do clube para 2026.
Por Redação
Bahia perde dinheiro e tem calendário mais vazio após eliminação na Libertadores

Divulgação / EC Bahia

Compartilhe:

A torcida do Bahia recebeu uma notícia difícil com a eliminação do time na segunda fase preliminar da Copa Libertadores 2026. O Esquadrão de Aço perdeu para o chileno O'Higgins nos pênaltis, na Arena Fonte Nova, depois de uma vitória por 2 a 1 no tempo normal que não foi suficiente para avançar. Essa queda precoce significa um duro golpe para as finanças e o planejamento do clube, que terá um calendário bem mais enxuto no próximo ano.

O adeus à Libertadores e o baque financeiro

A ausência na principal competição do continente já se traduz em um prejuízo milionário. Só por ter participado da segunda fase preliminar, o Bahia garantiu US$ 500 mil, o que equivale a aproximadamente R$ 2,5 milhões. No entanto, o valor é muito menor se comparado ao que o clube faturou em 2025. Naquele ano, o tricolor baiano arrecadou cerca de R$ 47 milhões em premiações. Desse total, quase 60% — ou seja, R$ 29 milhões — vieram das participações na Libertadores e na Copa Sul-Americana.

Além das premiações diretas, o clube também deixa de contar com as rendas de bilheteria dos jogos internacionais. Em 2025, por exemplo, seis partidas na Arena Fonte Nova geraram mais de R$ 8 milhões para os cofres do Bahia. Somente o confronto contra o O'Higgins, que marcou a eliminação, rendeu R$ 1,7 milhão em bilheteria. Sem a oportunidade de receber grandes jogos internacionais, essa importante fonte de receita desaparece do horizonte do Esquadrão para 2026.

Calendário enxuto e impacto no dia a dia

Com a eliminação da Libertadores e da Copa Sul-Americana, o Bahia também não poderá disputar a Copa do Nordeste, uma regra imposta pela CBF. Isso significa que o time terá que focar suas energias apenas em três competições: o Campeonato Baiano, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

A diferença no número de jogos é gritante. Em 2025, o Bahia foi um dos clubes com o calendário mais cheio do Brasil, com 80 partidas disputadas. Para 2026, mesmo que consiga chegar a todas as finais possíveis nas competições que restam, o clube jogará no máximo 60 vezes. Esse número representa o menor em 20 anos, desde 2006, com exceção de 2022, quando jogou 59 partidas na Série B. No cenário mais pessimista, o Esquadrão pode ter apenas 52 jogos no ano.

A visão de Rogério Ceni sobre o "prejuízo gigantesco"

O técnico Rogério Ceni não escondeu a frustração e o impacto da eliminação. Ele classificou a situação como um "prejuízo gigantesco" e confessou que este é o momento psicologicamente mais difícil que viveu no clube desde a luta contra o rebaixamento em 2023.

"É um prejuízo gigantesco, não só financeiro, mas também no calendário e na moral do grupo. É um momento psicologicamente muito complicado, talvez o mais difícil desde que chegamos e lutamos para não cair em 2023. Agora precisamos virar a chave rapidamente para o Baiano e o Brasileiro, mas o peso é grande", disse Ceni.

O treinador também lembrou da queda de rendimento do time no final de 2024 e da campanha ruim como visitante em 2025, que já tinha custado ao Bahia a vaga direta na fase de grupos da Libertadores. Agora, o desafio é ainda maior para levantar o astral do elenco e focar nas competições nacionais.