Nivaldo Millet, coordenador-geral da Coordenação de Políticas para a Juventude (Cojuve) da Bahia, fez um balanço dos três anos de gestão à frente das políticas de juventude no estado. Ele esteve no Grupo A TARDE nesta quarta-feira (1º) e enfatizou a integração de ações governamentais para impactar diretamente a vida dos jovens baianos.
Segundo Millet, o governo do estado prioriza as políticas de juventude, com ações voltadas para o segmento em diversas secretarias. A Cojuve busca fortalecer essa transversalidade, garantindo que o investimento público se traduza em programas eficazes.
O coordenador destacou a realização da maior conferência de juventude estadual do Brasil, que permitiu uma escuta qualificada e territorializada. O evento considerou a diversidade da juventude baiana, assegurando o direito à fala e o posicionamento dos jovens na gestão pública.
Avanços e presença nos municípios
Nivaldo Millet ressaltou que a Bahia alcançou o maior número de gestores municipais de juventude, embora o ideal ainda não tenha sido atingido. A Cojuve trabalha para sensibilizar mais gestores, oferecendo formação e assessoramento técnico para a criação de planos municipais de juventude.
Em breve, será lançado o Observatório Estadual de Juventudes da Bahia, um espaço dedicado a diagnósticos e pesquisas. O objetivo é compreender as necessidades dos quase 3,3 milhões de jovens baianos, que possuem realidades diversas e exigem um olhar diferenciado do Estado.
A atuação da Cojuve envolve diálogo institucionalizado com diversas secretarias, como esporte, cultura e educação. Um comitê institucional da política para a juventude se reúne bimestralmente para monitorar a execução das ações e garantir a transversalidade das políticas.
Diversidade e impacto das políticas
Millet frisou a importância de criar políticas que alcancem recortes específicos da juventude baiana, como jovens negros, quilombolas, indígenas e LGBTQIAPN+. Ele defende que a diversidade deve ser vista como uma potência, não como uma dificuldade.
A Cojuve busca traduzir a pluralidade da juventude baiana em políticas públicas que considerem suas realidades. Para o coordenador, essa abordagem é fundamental para o sucesso das iniciativas e para que o poder público ofereça um olhar sensível às necessidades dos jovens.

