A Bahia se posiciona como um polo estratégico na transição energética, com foco na bioenergia, conforme discussões do International Brazil Energy Meeting (iBEM). Celso Rodrigues, superintendente da Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), destacou a vocação do estado para fontes renováveis e a atração de novos investimentos.
O cenário global de insegurança energética, impulsionado por conflitos geopolíticos, reforça a importância da diversificação da matriz. A Bahia já possui 96% de sua energia proveniente de fontes renováveis, como solar, eólica, hídrica e biomassa, segundo a Seinfra.
A principal aposta é o Atlas de Bioenergia do Estado da Bahia, lançado na última quarta-feira (25) durante o evento. O estudo mapeou os 417 municípios baianos, identificando regiões com alto potencial para a produção de biomassa, como o Oeste e o Extremo Sul.
Atlas de Bioenergia: Mapeamento e Potencial
O Atlas de Bioenergia detalha fontes como resíduos sólidos urbanos, esgotamento sanitário, dejetos animais, resíduos agrícolas e biomassa florestal. O estudo também inclui novas culturas, como macaúba e agave, ampliando as possibilidades de geração de energia.
Segundo Celso Rodrigues, o mapeamento permite identificar ativos que podem ser transformados em produtos de alto valor agregado. Entre eles, estão a geração de energia elétrica, biogás, biometano e hidrogênio de baixo carbono.
Projetos de grande escala já demonstram o impacto do Atlas, como iniciativas no Oeste da Bahia e a produção de energia líquida a partir da macaúba pela Acelen. A estratégia visa também fortalecer a agricultura familiar, com a implementação de biodigestores em pequenas e médias propriedades rurais.

