Política

Atentado na Colômbia mata 20 e fere 36 às vésperas de eleições

Explosão de bomba atingiu mais de dez veículos em posto de controle no departamento de Cauca, sudoeste do país, e é atribuída a dissidentes das Farc
Por Redação
Atentado na Colômbia mata 20 e fere 36 às vésperas de eleições
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Um violento atentado na Colômbia matou 20 pessoas e feriu outras 36 neste sábado (25), no departamento de Cauca, sudoeste do país. A explosão, de grandes proporções, atingiu mais de dez veículos em um posto de controle e abriu uma cratera na rodovia Popayán-Cali.

As autoridades colombianas atribuem o ataque a dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), liderados por Iván Mordisco. Este grupo rejeitou o acordo de paz de 2016 e mantém controle sobre áreas de narcotráfico na região.

O presidente Gustavo Petro classificou os autores como "terroristas" e ordenou força máxima na perseguição aos rebeldes. Segundo o Exército Colombiano, a bomba foi instalada em um posto de controle clandestino montado pelos dissidentes.

Cenário de violência e impacto político

O departamento de Cauca é historicamente afetado pelo narcotráfico e pela presença guerrilheira. Testemunhas relataram cenas de horror, com veículos lançados a metros de distância e corpos espalhados pela via após o atentado na Colômbia.

A segurança tornou-se o tema central da disputa eleitoral, a pouco mais de um mês das eleições presidenciais de 31 de maio. A política de "Paz Total" do governo Petro sofre duras críticas da oposição por suposta indulgência com o crime organizado.

Este ataque é o ápice de uma série de 26 atentados registrados no último final de semana, incluindo um ataque contra uma base militar em Cali. A inteligência militar aponta que as facções de Iván Mordisco utilizam explosivos, drones e fogo cruzado para demonstrar poder e gerar terror.

Desde que assumiu o poder em 2022, o governo Petro tentou negociar a paz com as maiores organizações armadas do país. No entanto, a dissidência comandada por Mordisco abandonou as mesas de diálogo em 2024, optando por aumentar a pressão contra civis e forças de segurança.