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Arbitragem de Flamengo x Vitória gera polêmica na Copa do Brasil

Especialista em arbitragem aponta que três jogadores do Flamengo deveriam ter sido expulsos em partida contra o Vitória no Maracanã
Por Redação
Arbitragem de Flamengo x Vitória gera polêmica na Copa do Brasil
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A derrota do Vitória por 2 a 1 para o Flamengo, nesta quarta-feira (22), pela Copa do Brasil, foi marcada por polêmicas de arbitragem. O clube baiano fez uma representação na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após o jogo.

Para a especialista em arbitragem da ESPN, Renata Ruel, o time carioca deveria ter recebido três cartões vermelhos. Os lances envolveram os jogadores Luiz Araújo, Arrascaeta e Saúl, do Flamengo.

Segundo Renata Ruel, o primeiro lance ocorreu aos dois minutos do primeiro tempo, quando Luiz Araújo atingiu Ramon, do Vitória, com o cotovelo. "Ele levantou o braço, sem disputa de bola, e atingiu deliberadamente, com o cotovelo, o rosto do adversário. Essa ação foi com força significativa que caracteriza conduta violenta e cartão vermelho", analisou a especialista.

O presidente do Vitória, Fábio Mota, citou diretamente dois desses lances na zona mista do Maracanã. A representação do clube na CBF busca analisar a atuação da arbitragem na partida.

A segunda jogada polêmica, envolvendo Arrascaeta e Ramon, aconteceu aos 29 minutos do segundo tempo. "Essa entrada do Arrascaeta também era para vermelho. Ele perde o tempo da bola e põe em risco a integridade física do adversário, tanto que o jogador precisou ser substituído", detalhou Ruel, classificando a jogada como jogo brusco grave.

O lance com Saúl e Caíque, do Vitória, gerou a maior repercussão após o apito final. Aos 39 minutos da segunda etapa, Saúl acertou uma cotovelada no rosto de Caíque. Além de Renata Ruel, o comentarista Paulo César de Oliveira também considerou que houve erro da arbitragem ao não expulsar o jogador espanhol.

"O Saúl faz um movimento adicional e acerta o rosto do adversário de forma deliberada e com uma força significativa. A bola não está em disputa na altura da região em que ele atinge o adversário", afirmou Ruel, reforçando que a jogada, pela regra, é para cartão vermelho. A arbitragem marcou falta de Caíque, e o VAR não chamou o juiz para revisão.