Imagine conhecer alguém interessante em um aplicativo de paquera, trocar mensagens e sentir que a conversa está fluindo. Mas, e se por trás dessa interação virtual, houvesse um golpe elaborado para roubar seus dados mais valiosos? É exatamente isso que está acontecendo com um novo aplicativo fraudulento que se faz passar por um serviço de encontros.
Especialistas da ESET, uma renomada empresa internacional de cibersegurança, foram os responsáveis por desmascarar essa nova ameaça. O golpe, que surgiu primeiro no Paquistão, é direcionado a usuários de celulares Android e usa a promessa de um relacionamento para atrair e enganar as vítimas.
Os criminosos agem com o que chamamos de “engenharia social”. Eles convencem as pessoas a instalar o aplicativo malicioso, apresentando-o como uma plataforma de conversas repleta de perfis femininos prontos para interagir. Uma vez que o programa é baixado, a vítima começa a conversar com supostas interessadas em paquera. No entanto, esses perfis são totalmente artificiais e, em muitos casos, controlados por pessoas que usam o WhatsApp para simular as conversas.
Por trás dessa fachada de aplicativo de namoro, o software, batizado pelos pesquisadores de GhostChat, não passa de um programa espião, um tipo de spyware. Ele opera discretamente no seu celular, coletando e enviando seus dados pessoais de forma contínua para os golpistas enquanto o aplicativo está ativo no aparelho. Ou seja, enquanto você pensa que está paquerando, suas informações estão sendo roubadas.
Um dos aspectos mais engenhosos dessa campanha é a forma como os criminosos despertam a curiosidade e a sensação de exclusividade. Dentro do aplicativo, os perfis falsos aparecem como “bloqueados” e só podem ser acessados depois que o usuário digita uma senha. O que a vítima não sabe é que esses códigos já fazem parte do próprio sistema do GhostChat. Isso significa que a exigência da senha não tem nenhuma função real, servindo apenas como uma tática psicológica para manter a pessoa engajada e curiosa, sem desconfiar da fraude.
A ESET, que investigou o caso, ainda não conseguiu identificar como o aplicativo está sendo distribuído, mas uma coisa é certa: ele nunca esteve disponível na loja oficial do Android. Isso reforça um alerta crucial: instalar aplicativos de fontes desconhecidas é um risco enorme. Essa prática pode expor seu celular a diversas ameaças digitais e, consequentemente, à perda de informações sensíveis, como senhas, fotos e outros dados privados.
Para se proteger, a dica é sempre baixar aplicativos apenas de lojas oficiais e desconfiar de promessas muito boas para serem verdade. Ficar atento à origem dos programas que você instala no seu celular é a melhor forma de evitar cair em golpes como o do GhostChat e proteger sua privacidade online.

