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Anvisa proíbe lote de Mounjaro por falsificação de rótulo no Brasil

Medicamento popular para emagrecimento teve caneta com informações divergentes dos registros e é destinado a outros países, segundo fabricante
Por Redação
Anvisa proíbe lote de Mounjaro por falsificação de rótulo no Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de um lote do medicamento Mounjaro no Brasil. A decisão, publicada nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial, ocorreu após a identificação de rótulos falsificados no produto, popularmente usado para emagrecimento.

O lote específico é o D719674C, referente ao Mounjaro® KwikPen 15 mg. Agentes do órgão apreenderam o remédio, que teve seu armazenamento, distribuição, importação e uso vetados em todo o território nacional devido à adulteração.

Segundo a Anvisa, a caneta do medicamento apresentava rótulo falsificado e informações divergentes dos registros da empresa responsável, a 60.713.142 Juliana Salzano Di Bacco. A Eli Lilly do Brasil Ltda., fabricante e detentora do registro do Mounjaro no país, comunicou à agência sobre a apreensão dos produtos falsificados.

Em nota, a Eli Lilly informou que, embora a embalagem do medicamento contenha um lote válido, este é destinado a outros países, como Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar. A proibição do Mounjaro reforça a vigilância sanitária sobre produtos farmacêuticos importados e a necessidade de atenção dos consumidores.

Impacto da proibição do Mounjaro no mercado

A medida da Anvisa visa garantir a segurança e a eficácia dos medicamentos disponíveis no Brasil, protegendo a saúde da população. A falsificação de rótulos pode comprometer a qualidade e a procedência do produto, gerando riscos aos usuários.

Consumidores que utilizam o Mounjaro devem verificar o lote de seus medicamentos e, em caso de dúvida, procurar orientação médica ou farmacêutica. A Anvisa mantém canais de atendimento para denúncias e esclarecimentos sobre produtos irregulares no mercado.