O senador Angelo Coronel confirmou neste sábado, 31 de agosto, uma movimentação política de grande impacto na Bahia. Ele não faz mais parte do grupo governista do estado e está se desligando do Partido Social Democrático (PSD). Com essa decisão, Coronel migra para o campo da oposição ao atual governo baiano.
Essa mudança já era esperada por muitos, devido a um impasse que o senador enfrentava nos últimos meses. O motivo principal foi a formação da chapa encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), onde Coronel buscava uma vaga para tentar a reeleição ao Senado.
Coronel se diz "limado" e não aceita exclusão
Em entrevista ao programa Frequência Política, Angelo Coronel não poupou palavras ao explicar sua saída, deixando claro o seu descontentamento com a situação política na Bahia. Ele enfatizou que a decisão foi uma consequência direta de ter sido preterido na chapa governista.
"Me botou para fora e eu quero que fique bem claro isso para os baianos. Eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho com direito de reeleição, como o Jerônimo tem, Geraldinho, tem e Wagner tem. Eu não tenho sangue de barata para ser limado e aceitar", desabafou o senador.
O senador tentou, até o último momento, garantir sua candidatura ao Senado pela coligação que apoia o governador Jerônimo Rodrigues. Contudo, ele acabou perdendo a disputa interna para outros nomes de peso na política baiana, como o também senador Jaques Wagner (PT) e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT).
Nova fase: conversas com partidos da oposição
Após a confirmação de sua saída do grupo governista, Angelo Coronel já sinalizou para onde deve se direcionar. Em conversa com o Broadcast Político, o senador revelou que está em fase de negociações com diversos partidos que compõem a oposição no estado. Entre as opções citadas por ele, estão o União Brasil, o Democracia Cristã (DC), o Partido da Renovação Democrática (PRD) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Essa troca de lado de Angelo Coronel representa uma alteração significativa no tabuleiro político baiano, reconfigurando forças e alianças para os próximos pleitos. Sua experiência e peso político agora passam a reforçar o bloco de oposição, prometendo novos embates e articulações no cenário estadual.

