O cenário político na Bahia está movimentado com a recente decisão do senador Angelo Coronel. Ele anunciou no último sábado, dia 31, que não faz mais parte do Partido Social Democrático (PSD) e, por consequência, também deixou o grupo político do governo. O senador agora tem um novo objetivo: escolher um novo partido para tentar a reeleição, desta vez integrando o lado da oposição.
Questionado sobre seu próximo passo e as especulações sobre qual sigla o receberá, Angelo Coronel foi direto. Ele explicou que a definição de seu futuro partidário não será feita agora. “Ainda não definimos partido. Só após carnaval”, afirmou o senador, indicando que o assunto será tratado com mais calma depois dos festejos.
Qual será o novo partido de Angelo Coronel?
Mesmo com o senador mantendo segredo sobre sua nova casa política, nos bastidores da política baiana, dois partidos surgem como as opções mais prováveis após sua saída do PSD, legenda da qual ele ajudou a fundar.
A primeira alternativa é o União Brasil. Este partido já tem como pré-candidato ao governo da Bahia o ex-prefeito ACM Neto, e é esperado que Angelo Coronel se una a ele na chapa principal para as próximas eleições. A receptividade à ideia é grande dentro do União Brasil. Um deputado importante do partido, que preferiu não se identificar, confirmou ao Portal A TARDE que há um desejo genuíno de receber o senador.
“É a minha vontade”, comentou o deputado, ao expressar seu entusiasmo com a possível vinda de Coronel.
Outra possibilidade para o senador é o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Esta sigla também faz parte do grupo de partidos aliados da oposição na Bahia e está em busca de um nome forte para compor sua chapa. Nas eleições de 2022, o PSDB não conseguiu indicar um nome para a chapa majoritária, e a chegada de um senador com o peso político de Angelo Coronel poderia mudar esse panorama.
Com a expectativa de sua reeleição, o movimento de Angelo Coronel para a oposição promete reconfigurar as forças políticas no estado. A decisão final, contudo, ficará para depois do período de carnaval, mantendo o cenário político em suspense até lá.

