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Altar de capela histórica em Boipeba é interditado por risco de desabamento

Vistoria técnica identificou comprometimento estrutural no madeiramento do templo de 1610, um dos mais antigos do Brasil, no sul da Bahia
Por Redação
Altar de capela histórica em Boipeba é interditado por risco de desabamento
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A Capela do Divino Espírito Santo, um dos templos mais antigos do Brasil, localizada na Ilha de Boipeba, sul da Bahia, teve a área de seu altar interditada. A medida preventiva foi tomada após uma vistoria técnica revelar alto risco de desabamento da estrutura, impactando diretamente a segurança de fiéis, moradores e turistas que visitam o local.

A decisão, comunicada oficialmente pelo Conselho Comunitário da Comunidade Católica de Boipeba nesta quarta-feira (11), visa evitar acidentes. A interdição do altar da igreja histórica ressalta a urgência de intervenções para preservar este importante patrimônio baiano.

Comprometimento Estrutural e Histórico

A inspeção recente apontou um significativo comprometimento estrutural no madeiramento do altar. Especialistas constataram um desgaste avançado, indicando que a estrutura pode entrar em colapso caso não haja uma intervenção imediata. Representantes da comunidade atribuem parte do problema à ausência de um processo completo de restauração ao longo das últimas décadas, sendo as últimas intervenções registradas em 2001.

Construída originalmente em 1610 por missionários jesuítas, a Capela do Divino Espírito Santo é a segunda igreja mais antiga dedicada ao Divino Espírito Santo no Brasil. Sua relevância histórica e religiosa para a região de Cairu é imensa, sendo tombada como patrimônio histórico municipal em 2022. Além do valor religioso, o templo é um símbolo cultural e arquitetônico da ilha, atraindo visitantes interessados em sua história e tradições.

Busca por Apoio e Futuro da Capela

Diante da gravidade da situação, o Conselho Comunitário de Boipeba anunciou que buscará apoio junto a órgãos públicos e instituições responsáveis pela preservação do patrimônio histórico. O objetivo principal é viabilizar as obras de recuperação e restauro necessárias para garantir a segurança da estrutura e preservar a capela como um legado religioso, cultural e histórico para a Bahia.

A área do altar permanecerá interditada por tempo indeterminado, sem previsão de reabertura, até que as medidas de recuperação sejam definidas e executadas. A comunidade e as autoridades locais esperam que a mobilização garanta a longevidade deste marco histórico e religioso.