O vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, confirmou nesta sexta-feira (27) que deixará o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em 2 de abril. A decisão cumpre o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral.
Alckmin, no entanto, permanecerá na vice-presidência da República. A expectativa é que ele seja novamente indicado para compor a chapa presidencial ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas próximas eleições.
Segundo a legislação eleitoral, ministros que desejam concorrer a cargos eletivos precisam se afastar de suas funções públicas até seis meses antes do pleito. Para o cargo de vice-presidente, não há exigência de desincompatibilização.
Contexto político e eleições
A saída de Alckmin do ministério ocorre em um período de articulações políticas intensas, visando as eleições de outubro. O vice-presidente destacou a importância do pleito para o futuro da democracia no país.
Durante agenda de seu partido, o PSB, Alckmin afirmou que as eleições colocarão em lados opostos os defensores da democracia e os que, segundo ele, "gostam de ditadura". A declaração reflete o tom polarizado da corrida eleitoral.
O cenário político na Bahia também é marcado por movimentações. Reuniões com o presidente Lula e a confirmação de saídas de secretários na Prefeitura de Salvador indicam o aquecimento do debate eleitoral na região.
Alckmin segue como vice-presidente e deve ter seu nome confirmado na chapa de Lula para a disputa presidencial. A desincompatibilização do ministério garante sua elegibilidade para a próxima eleição.

