Uma audiência sobre o caso de Andrei Peroba, que perdeu o braço em um acidente em um parque de diversões, acontece nesta quarta-feira (12) em Salvador. O jovem, que tinha 20 anos na época, busca reparação judicial após o episódio que chocou a capital baiana em fevereiro de 2024.
O acidente ocorreu no Campo da Pronaica, no bairro Cajazeiras 10. Andrei estava no brinquedo estilo pêndulo, conhecido como “Intoxx”, quando o equipamento despencou e atingiu o chão. Ele teve o braço esmagado e precisou ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde foi internado e entubado.
Segundo o laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia, o acidente Andrei Peroba foi causado por falta de manutenção do brinquedo. O documento aponta que o proprietário não realizou a revisão necessária e o fabricante não forneceu instruções adequadas para uso seguro.
Impacto e busca por justiça
Após o acidente, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) interditou o parque, que possuía alvará de funcionamento. A irmã de Andrei, Andreia, também se feriu, mas teve apenas lesões leves e foi liberada após atendimento médico.
Em entrevista prévia, Andrei Peroba relatou as dificuldades diárias e a falta de assistência dos responsáveis. Ele afirmou que busca justiça e reparação pelos danos sofridos, incluindo a necessidade de uma prótese.
O advogado da família, Dr. Bruno Moura, informou que o processo tramita em duas frentes: criminal e civil. Na esfera civil, o processo inclui o dono do parque, a dona do brinquedo, a empresa fabricante e a Prefeitura de Salvador, que concedeu o alvará de funcionamento.
Uma liminar que determinava a entrega de uma prótese mecânica a Andrei Peroba foi concedida pela Justiça, mas, segundo o advogado, os envolvidos recorreram da decisão e não a cumpriram. A Prefeitura de Salvador também foi intimada a fornecer a prótese e, mesmo após perder o agravo, não cumpriu a liminar.

