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ABSOLAR aponta falta de planejamento na integração energética no Brasil

Coordenador estadual da associação destacou a necessidade de diretrizes para organizar a expansão do sistema elétrico e evitar conflitos
Por Redação
ABSOLAR aponta falta de planejamento na integração energética no Brasil
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A integração energética entre a Geração Distribuída (GD) e a Geração Centralizada (GC) exige planejamento estratégico e ordenamento do setor elétrico. A análise foi apresentada por Santiago Gonzales, coordenador estadual da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), nesta quarta-feira (24), durante o segundo dia do iBEM 2026.

Segundo o executivo, o principal desafio do setor elétrico brasileiro não está na competição entre as fontes de energia, mas na ausência de diretrizes claras que organizem a expansão do sistema. A falta de um plano estratégico pode gerar conflitos de mercado e instabilidade.

Gonzales detalhou as particularidades dos mercados de energia. A energia solar, caracterizada pela Geração Distribuída, promove capilaridade nos municípios e gera empregos locais. A economia nas faturas de famílias e comércios é reinjetada na economia regional, impulsionando outras cadeias produtivas.

Já a Geração Centralizada, que envolve grandes parques, movimenta aportes financeiros concentrados e gera arrecadação tributária para os municípios. Este modelo registra pico de contratação de mão de obra na fase de obras, com redução na etapa de operação.

Desafios da integração energética e estabilidade do sistema

A energia eólica, por sua vez, atrai indústrias e investimentos estruturais para o país. Contudo, enfrenta um cenário de perda de competitividade industrial e aplicação de cortes de geração, conhecidos como curtailment.

O debate sobre a responsabilidade pelas restrições de operação no Sistema Interligado Nacional (SIN) gerou divergências entre agentes de GD e GC no último ano. Gonzales pontuou que a atribuição de culpa entre as fontes decorre do déficit de planejamento na transmissão e distribuição de energia.

O dirigente defendeu que a convivência das diferentes fontes de energia depende de um ordenamento estratégico. Tal planejamento deve assegurar a competitividade do mercado e a segurança do suprimento, sem prejuízo a um modelo de negócio específico.