A cobertura verde em Salvador apresenta uma grande desigualdade, com 33% dos bairros da cidade registrando índice zero de vegetação. Apesar de a capital baiana ser considerada vice-campeã entre as capitais brasileiras em área verde, a distribuição falha afeta mais da metade de seus 2,7 milhões de habitantes.
O cálculo técnico aponta 26% de cobertura verde para o município, resultado da divisão total de quilômetros quadrados pela área de vegetação. No entanto, essa média esconde as gigantescas lacunas na distribuição, que indicam um mal-estar coletivo.
Segundo o Plano Nacional de Arborização Urbana (Planau), elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente com participação popular, a presença de árvores é fundamental para o controle da poluição sonora, proteção da água e do solo, além de proporcionar conforto térmico necessário.
Desafios e iniciativas para o verde desigual em Salvador
A prefeitura de Salvador informou ter plantado 130 mil árvores em 12 anos e destaca a arborização urbana como pauta estratégica. Contudo, a carência de verde é visível em diversas regiões da cidade, um contraste com o passado, quando Salvador era conhecida como a cidade das roseiras, sob a administração de Guillard Muniz.
Para fortalecer as políticas de manejo arbóreo e promover benefícios ambientais, sociais e econômicos, Salvador passou a integrar, neste ano, o grupo “Tree City of the World” (Cidade Árvore do Mundo). Esta iniciativa da Arbor Day Foundation e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) oferece diretrizes e suporte técnico a 282 cidades de 24 países.
A integração ao programa internacional visa aprimorar a gestão da cobertura verde na capital baiana, buscando uma distribuição mais equitativa e os benefícios para toda a população.

