Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, criticou o Papa Leão XIV nesta terça-feira (5), alegando que o líder religioso está "colocando muitos católicos em perigo" com suas declarações sobre a guerra com o Irã. A afirmação foi feita em entrevista ao programa do apresentador Hugh Hewitt.
Segundo Trump, o pontífice pode estar colocando em risco "muitos católicos e outras pessoas" ao supostamente considerar "perfeitamente normal o Irã ter uma arma nuclear". Contudo, não há registros de que o Papa Leão XIV tenha defendido o acesso do Irã a armas nucleares.
De acordo com o Vaticano, o papa já afirmou diversas vezes ser contrário aos conflitos no Oriente Médio. Ele defende que as questões devem ser resolvidas por meio do diálogo e da busca pela paz.
Repercussão na Itália e no Vaticano
A declaração de Trump gerou reações na Itália e no Vaticano. Antonio Tajani, ministro das Relações Exteriores da Itália, afirmou que ataques ao líder da Igreja Católica "não são aceitáveis" e não contribuem para a paz. Ele reforçou o apoio às posições do pontífice, destacando a defesa da vida, do diálogo e da liberdade.
Conforme a emissora pública italiana RAI, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, disse que o papa já havia respondido ao tema ao cumprir seu papel de promover a paz. Ele ressaltou que o pontífice está fazendo o que seu papel exige, que é pregar a paz.
O Papa Leão XIV, que é o primeiro papa da história nascido nos Estados Unidos, já havia indicado anteriormente que não pretende entrar em confronto direto com Trump sobre o tema. Ele reitera sua posição em favor de uma solução pacífica para o conflito.

