Política

Trump assina ordem para acelerar uso de psicodélicos em tratamentos nos EUA

Medida destina US$ 50 milhões para pesquisas e testes clínicos, focando em veteranos de guerra com transtornos mentais
Por Redação
Trump assina ordem para acelerar uso de psicodélicos em tratamentos nos EUA
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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que amplia o investimento federal em pesquisas com substâncias psicodélicas para tratamento de transtornos mentais no país. A medida, divulgada nesta semana, prevê a destinação de US$ 50 milhões para impulsionar testes clínicos de novos medicamentos.

O foco principal da iniciativa é o tratamento de condições como o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), especialmente em veteranos de guerra. A administração Trump busca acelerar a aprovação de terapias consideradas promissoras para este grupo, frequentemente afetado por transtornos mentais graves.

Segundo a Casa Branca, a iniciativa conta com respaldo de figuras influentes da administração, como Robert Kennedy Jr. e Marty Makary, da agência reguladora de medicamentos e alimentos dos EUA (FDA).

Avanços em pesquisas com psicodélicos

Entre as substâncias em foco está a ibogaína, derivada da planta africana Tabernanthe iboga. A droga tem sido estudada principalmente no tratamento da dependência química e já é utilizada por ex-combatentes que buscam alternativas terapêuticas, muitas vezes fora dos EUA.

Com a nova ordem, a Food and Drug Administration (FDA) deve facilitar a análise de pedidos para o uso da ibogaína como medicamento. Outras substâncias, como MDMA e psilocibina, também estão em fase avançada de testes clínicos para tratar depressão, ansiedade e transtornos obsessivos.

A decisão ocorre em meio a discussões globais sobre o uso de psicodélicos no tratamento de saúde mental. Especialistas apontam o potencial terapêutico, mas também levantam questões éticas e culturais, como a apropriação de práticas tradicionais.

A assinatura da ordem executiva sinaliza uma possível mudança de paradigma na política de saúde mental dos EUA, com maior abertura para terapias alternativas baseadas em evidências científicas.