Polícia

TJ-BA mantém absolvição de PM acusado de matar sargento do Exército em Feira de Santana

Decisão do Tribunal de Justiça da Bahia confirmou entendimento de júri popular que negou autoria do crime em dezembro de 2022
Por Redação
TJ-BA mantém absolvição de PM acusado de matar sargento do Exército em Feira de Santana
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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) manteve a absolvição do policial militar Lourival Gonçalves dos Santos, acusado de matar um sargento do Exército em Feira de Santana, segunda maior cidade do estado. A decisão foi tomada nesta terça-feira (17), após análise de recurso.

O réu já havia sido absolvido em júri popular realizado em agosto de 2025. Desta vez, os desembargadores avaliaram um recurso apresentado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), mas optaram por manter o entendimento do conselho de sentença.

A absolvição do PM foi baseada na tese de negativa de autoria, conforme sustentado pela defesa do policial. Segundo o MP-BA, a decisão de primeira instância foi contestada, mas o Tribunal de Justiça confirmou o veredito.

Relembre o caso

O crime ocorreu em dezembro de 2022, quando o sargento do Exército Fabrício da Silva Santos, de 23 anos, foi morto a tiros na porta de casa, também em Feira de Santana. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima saiu do imóvel e foi abordada pelo suspeito.

Antes de ser baleado, o jovem fez um gesto indicando que estava desarmado. Fabrício chegou a ser socorrido por uma ambulância do batalhão onde trabalhava, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada no Hospital Geral Clériston Andrade.

Na época do crime, a Justiça decretou a prisão preventiva do policial militar. Ele se apresentou espontaneamente, acompanhado por advogados, e entregou a arma e o veículo que teriam sido usados na ação. Desde então, Lourival Gonçalves dos Santos permanecia custodiado no batalhão de choque, em Lauro de Freitas.

O julgamento em primeira instância aconteceu no Fórum Desembargador Filinto Bastos e durou cerca de 17 horas. Participaram do júri o acusado, testemunhas, jurados, familiares da vítima e representantes da acusação e da defesa, que resultou na absolvição do PM.