O pré-Carnaval de São Paulo, no último domingo (8), que deveria ser só alegria, se transformou em um grande desafio para milhares de foliões. A grande expectativa para a passagem do bloco com a atração do DJ escocês Calvin Harris gerou uma superlotação inesperada nas ruas da cidade, levando dezenas de pessoas a passarem mal e a serem socorridas em meio ao tumulto.
A folia, que atraiu uma multidão recorde, rapidamente virou cenário de confusão. Em meio a empurrões e gritos, vários incidentes foram registrados. Uma grade de segurança chegou a ser derrubada pela pressão da massa de pessoas. Com a desordem, muitos foliões acabaram caindo no chão, enquanto vendedores ambulantes viam suas mercadorias se perderem na agitação.
Para tentar escapar da aglomeração e encontrar um pouco de espaço, algumas pessoas chegaram a subir em banheiros químicos. A situação era tão crítica que ambulâncias e bombeiros civis, já posicionados na região para atendimentos, tiveram um intenso trabalho para socorrer os feridos e aqueles que passavam mal devido ao calor e à falta de ar.
Trio elétrico precisou parar e Felipe Amorim pediu ajuda
A gravidade da situação foi tamanha que o trio elétrico, que contava com a apresentação do cantor Felipe Amorim, precisou ser paralisado. O próprio artista fez um apelo às autoridades presentes para que socorressem uma mulher que estava visivelmente passando mal em meio à multidão.
“Precisamos de ajuda aqui! Tem uma moça passando mal, por favor, alguém ajude!”, pediu Felipe Amorim, visivelmente preocupado com a situação.
Diante do cenário, as autoridades agiram. A Polícia Militar informou que reforçou o policiamento na área para tentar garantir que o fluxo de pessoas melhorasse e evitar que novos problemas acontecessem. A Prefeitura de São Paulo, por sua vez, explicou que o público recorde fez com que a administração abrisse vias de acesso como rotas de escape e também determinasse a retirada de gradis, tudo para facilitar a movimentação dos foliões.
Em determinado momento de pico da superlotação, um plano de contingência foi rapidamente ativado, com ações coordenadas para tentar controlar a situação e garantir a segurança de todos. As principais medidas incluíram:
- Readequação das "linhas de vida": Rotas de segurança foram ajustadas para melhor escoamento.
- Abertura de ruas transversais: As vias transversais da Rua da Consolação foram abertas para permitir a saída do público.
- Bloqueio de novas entradas: O acesso de novas pessoas ao circuito da Consolação foi temporariamente bloqueado.
- Apoio da GCM ao trio: A Guarda Civil Metropolitana (GCM) assumiu a frente do trio elétrico, guiando-o para que pudesse seguir seu percurso sem mais paradas e evitando maiores concentrações em um único ponto.
O episódio serve como um alerta para a necessidade de um planejamento ainda mais robusto para eventos de grande porte, especialmente em cidades com a dimensão do pré-Carnaval paulistano, onde a paixão pela folia atrai milhões.

