O empresário Sérgio Nahas, que estava preso na Bahia depois de quase 24 anos longe da Justiça, deixou o presídio em Salvador e seguiu para São Paulo nesta quinta-feira (29). Antes de embarcar, Nahas fez questão de reforçar sua versão dos fatos, negando ter cometido homicídio e afirmando ser inocente na morte de sua esposa. Para ele, a prisão é "vingativa".
Nahas foi transferido após uma autorização da Justiça, atendendo a um pedido da polícia paulista, que é responsável pela investigação do caso em São Paulo. O empresário, que durante a sua saída foi acompanhado por policiais, insistiu que a morte da esposa foi um suicídio e expressou o medo de morrer enquanto estivesse preso.
"Isso não foi homicídio. Foi suicídio. Tenho medo de morrer dentro do presídio. Essa prisão é vingativa", disse ele à TV Bahia, enquanto saía do Instituto Médico Legal (IML).
A transferência para São Paulo
A jornada de Sérgio Nahas de volta a São Paulo começou com exames no Instituto Médico Legal (IML) em Salvador. De lá, ele foi levado para a Polinter e, em seguida, para o aeroporto. O deslocamento entre os dois estados foi feito em um voo comercial, sempre sob a vigilância de policiais.
A operação para levar o empresário de volta a São Paulo foi organizada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo. Agentes do DHPP viajaram até a Bahia para garantir a condução de Nahas, assegurando que o processo de transferência ocorresse conforme o planejado.
A prisão na Bahia
A captura de Sérgio Nahas aconteceu no último dia 17. Ele foi encontrado e preso em Praia do Forte, um conhecido distrito turístico em Mata de São João, na Bahia. Segundo as investigações, ele vivia na região há cerca de dez dias antes de ser localizado. Desde a sua prisão, Nahas estava custodiado no Conjunto Penal de Salvador.
A prisão na Bahia colocou fim a uma longa fuga que durou quase um quarto de século. Agora, em São Paulo, ele deve seguir os trâmites do processo que o investiga pela morte da esposa, um caso que ele insiste em desvincular de qualquer culpa.

