A Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Botafogo foi colocada à venda em um anúncio no jornal inglês "Financial Times" nesta terça-feira (11). A Cork Gully, consultoria britânica que administra a Eagle Football, é a responsável pela busca de um novo investidor.
A empresa destacou o Botafogo como "um dos clubes mais históricos do Brasil". O anúncio também menciona o Lyon, da França, e o RWDM Brussels, da Bélgica, que fazem parte do mesmo grupo. Os interessados devem enviar manifestações de interesse por e-mail, conforme divulgado pela Cork Gully.
De acordo com o jornal "O Globo", a Cork Gully foi indicada como a nova responsável pela administração da Eagle Bidco. A Ares, credora da holding controladora do Botafogo, utilizou um dispositivo da legislação inglesa para designar administradores judiciais independentes.
Com essa mudança, John Textor, que era o gestor da SAF Botafogo, deixou de ter autoridade para fazer alterações na holding. A medida visa reestruturar a gestão financeira do grupo que controla o clube carioca.
Contexto da SAF no futebol brasileiro
A venda da SAF do Botafogo reflete o cenário de transformações no futebol brasileiro, onde diversos clubes adotaram o modelo de Sociedade Anônima de Futebol. A iniciativa busca atrair investimentos externos e profissionalizar a gestão, mas também pode gerar instabilidade em momentos de reestruturação financeira, como ocorre agora com a SAF Botafogo.
O Botafogo, um dos clubes mais tradicionais do Rio de Janeiro, busca agora um novo investidor para dar continuidade ao projeto da SAF. A expectativa é que o processo atraia grupos interessados no potencial do futebol brasileiro e na marca do clube.

