A exclusão da Rússia da Copa do Mundo de 2026, por conta da Guerra da Ucrânia, levanta questionamentos sobre a postura da Fifa em relação aos Estados Unidos, que sediarão o torneio. A avaliação é de Elton Gomes, professor de Ciências Políticas da UFPI e especialista em Relações Internacionais.
Desde fevereiro de 2022, a Fifa adotou uma postura restritiva, impedindo a Rússia de participar de competições organizadas pela federação. A Uefa, entidade máxima do futebol europeu, também proibiu clubes russos de disputarem torneios internacionais, como a Champions League.
Segundo o especialista, os Estados Unidos, envolvidos em conflitos como a guerra contra o Irã e com participação indireta em outros cenários, não sofreram sanções esportivas por parte da Fifa. O país também enfrenta instabilidade interna devido às leis de imigração.
Contradição e logística
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, rejeitou publicamente apelos por um boicote à Copa do Mundo nos EUA. Ele defendeu a decisão de conceder um prêmio da paz a Donald Trump, ex-presidente norte-americano, durante o sorteio do torneio em Washington, em dezembro.
Em entrevista ao portal A TARDE, Elton Gomes explicou que a manutenção dos EUA como sede envolve um sério problema logístico. Mover o evento para outra parte do mundo geraria custos elevados com empresas, patrocínios, infraestrutura e contratos já firmados.
Apesar dos desafios, o professor destaca que a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos exigirá um reforço massivo na segurança pública. Isso se deve aos riscos de segurança e constrangimentos políticos decorrentes dos conflitos nos quais o país está envolvido, buscando evitar atentados e ações de guerra não convencionais.

