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Rogério Ceni: pressão aumenta no Bahia após 5 jogos sem vencer

Derrota para o Cruzeiro e eliminação na Copa do Brasil intensificam questionamentos sobre o técnico, apesar da filosofia do Grupo City
Por Redação
Rogério Ceni: pressão aumenta no Bahia após 5 jogos sem vencer
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O técnico Rogério Ceni, do Esporte Clube Bahia, enfrenta a maior pressão desde sua chegada ao clube. A derrota de virada para o Cruzeiro, por 2 a 1, na Arena Fonte Nova, nesta quarta-feira (12), somou-se a uma sequência de cinco jogos sem vencer, eliminação na pré-Libertadores e a virtual queda na Copa do Brasil, intensificando os questionamentos dos torcedores.

Após o jogo contra o Cruzeiro, Rogério Ceni deixou o gramado sob protestos da torcida. Nas redes sociais, a insatisfação cresce, gerando incerteza sobre a possibilidade de demissão, apesar da conhecida política de longevidade para treinadores do Grupo City, dono da SAF do Bahia.

No próprio Bahia, em 2023, o técnico português Renato Paiva permaneceu por 12 jogos sem vencer e só deixou o clube após pedir demissão, conforme a diretoria. A filosofia do Grupo City preza pela estabilidade, contrastando com a alta rotatividade de técnicos no futebol brasileiro.

O desempenho de Rogério Ceni e a filosofia do Grupo City

Rogério Ceni é um dos técnicos mais longevos da Série A do Campeonato Brasileiro, com contrato renovado recentemente até dezembro de 2027. No entanto, o recorte recente assusta os torcedores tricolores. A sequência atual inclui cinco jogos sem vencer, com derrotas para Flamengo, Cruzeiro e Remo.

Na Copa do Brasil, o Bahia precisa reverter uma desvantagem de 3 a 1 contra o Remo, exigindo uma vitória por três gols de diferença no Mangueirão nesta semana. O aproveitamento geral de Ceni no Bahia é de 58,6% em cerca de 124 jogos.

O City Football Group (CFG), que controla 13 clubes globalmente, tem a estabilidade como pilar central. Contudo, a paciência do grupo não é ilimitada. Demissões ocorrem por critérios técnicos que vão além do resultado imediato, como estagnação competitiva ou incompatibilidade tática com o "estilo City" de posse de bola.

Exemplos de demissões no Grupo City incluem Nick Cushing (New York City, 2024), por estagnação, e Eugenio Corini (Palermo, 2024), por incompatibilidade tática. Patrick Kisnorbo (Troyes, 2023) foi desligado após uma sequência de resultados que ameaçava o rebaixamento.

Em coletiva após o jogo, Rogério Ceni afirmou que não pode se preocupar com o risco de demissão. O treinador destacou que mantém uma rotina exaustiva de trabalho em busca de soluções e que o problema atual ultrapassa a tática, com o time sentindo o peso emocional dos resultados. Para Ceni, um grande resultado é necessário para "mudar a chave" e resgatar a energia do time.

A decisão de manter Rogério Ceni será testada ao limite nesta quarta-feira (13) no jogo contra o Remo. Uma eliminação para o time paraense, que já goleou o Bahia por 4 a 1 neste ano, seria um golpe inédito na imagem da SAF.