O técnico Rogério Ceni, do Bahia, não escondeu sua irritação após o empate do Tricolor em 1 a 1. A principal causa da bronca do treinador, além das condições do gramado em Juazeiro, na Bahia, foi uma decisão polêmica da arbitragem que quase resultou na primeira derrota da equipe na temporada. Ceni ironizou o árbitro Emerson Souza Silva, afirmando que uma "voz do além" precisou intervir para corrigir um erro grave.
A situação tensa aconteceu já nos acréscimos da partida. O juiz Emerson Souza Silva marcou um pênalti contra o Bahia, alegando toque de mão do zagueiro Gabriel Xavier em um chute de Romarinho. Naquele momento, o placar estava empatado, e um gol de pênalti significaria a primeira derrota do Esquadrão em 2024, para a frustração de toda a equipe.
No entanto, a repetição das imagens mostrou claramente que a bola, na verdade, bateu no rosto de Gabriel Xavier, e não na mão, como o árbitro havia inicialmente indicado. Após muita reclamação por parte dos jogadores e da comissão técnica do Bahia, o juiz reconsiderou sua decisão. Depois de conversar com os assistentes, ele voltou atrás e anulou a penalidade. Apesar de corrigir o erro, Emerson Souza Silva aplicou um cartão amarelo em Rogério Ceni por causa de suas reclamações acaloradas.
A 'voz do além' e a bronca com o cartão
“Depois que colocaram o VAR no Baiano ficou assim, né?! O mais impressionante é a convicção com que o árbitro marca o pênalti. E aí você vai lá brigar pela verdade e leva cartão.”, desabafou Rogério Ceni na coletiva pós-jogo.
O treinador questionou a advertência que recebeu e não poupou críticas à forma como o lance foi conduzido. A ironia de Ceni sobre a "voz do além" reflete a percepção de que a correção veio de forma tardia e que a convicção inicial do árbitro estava equivocada, gerando um ambiente de grande nervosismo à beira do campo.
“Deve ter vindo uma voz do além para dizer que bateu no rosto do jogador”, ironizou o técnico Rogério Ceni.
Apesar do alívio pela anulação do pênalti, a situação deixou claro o descontentamento de Ceni não apenas com a arbitragem, mas também com a forma como as decisões são revisadas e as consequências para quem tenta defender a verdade em campo. O episódio em Juazeiro, na Bahia, certamente será lembrado como um dos momentos mais polêmicos do Campeonato Baiano até agora.

