Política

Reunião de Jerônimo Rodrigues com aliados debate mudanças no secretariado

Encontro no CAB, em Salvador, focou na reorganização do primeiro escalão e chapas proporcionais, com saída de Afonso Florence da Casa Civil
Por Redação
Reunião de Jerônimo Rodrigues com aliados debate mudanças no secretariado
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Uma reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues, do PT, e líderes partidários movimentou os bastidores da política baiana na noite desta segunda-feira (30), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O principal tema do encontro foi a reorganização do primeiro escalão do governo.

A pauta incluiu as chapas proporcionais e a saída de secretários que pretendem disputar as próximas eleições. A primeira baixa confirmada é a do secretário da Casa Civil, Afonso Florence, que deixará o cargo nesta quarta-feira (1º) para retomar seu mandato na Câmara dos Deputados e focar na campanha eleitoral, conforme apurado pelo portal A TARDE.

Segundo fontes próximas ao governador, o encontro não discutiu a indicação do vice-governador para a chapa petista. A prioridade do governador Jerônimo Rodrigues, neste momento, é manter a boa gestão e garantir a conclusão das entregas previstas para os municípios baianos.

Xadrez político e acomodação de partidos

Estiveram presentes na reunião a deputada federal Lídice da Mata, presidente do PSB; o senador Otto Alencar, presidente do PSD; o ex-deputado Geddel Vieira Lima, do MDB; Tássio Brito, presidente do PT; e Adolpho Loyola, secretário de Relações Institucionais (Serin).

O senador Otto Alencar, procurado pelo portal A TARDE, afirmou que sua presença foi para tratar de demandas de municípios, negando discussões sobre a chapa majoritária. Ele também desmentiu a possível indicação da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ivana Bastos (PSD), como vice, declarando que o PSD não a indicará para o posto.

A acomodação do MDB, partido do atual vice-governador Geraldo Jr., também é um ponto de atenção. Há uma disputa interna sobre a permanência do emedebista na chapa, com o senador Jaques Wagner defendendo sua permanência e o ministro Rui Costa se posicionando contra, buscando um consenso para o partido.