O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) está no centro de uma polêmica após um evento que convocou em Brasília, no Distrito Federal, no último domingo (25). Dezenas de pessoas ficaram feridas quando um raio caiu na Praça do Cruzeiro, onde acontecia a manifestação, enquanto chovia forte na capital federal. O incidente resultou em 33 pessoas levadas ao hospital, entre as mais de 50 vítimas.
O secretário nacional de comunicação do PT, Éden Valadares, fez duras críticas ao deputado do PL, acusando-o de irresponsabilidade por não cancelar o ato mesmo diante dos alertas de mau tempo. Valadares ressaltou a grande incidência de raios na região Centro-Oeste e a suposta ignorância do deputado em relação aos apelos das autoridades ambientais e de segurança.
"Ainda vale chamar atenção para o grau de irresponsabilidade do deputado do PL: o Centro-este é uma região com muita incidência de raios e, contrariando todos os apelos das autoridades ambientais e de segurança, ele não adiou o evento. Resultado: mais de 50 feridos leve e gravemente", declarou o petista ao portal Metrópoles.
Além da questão da segurança, o dirigente do PT também criticou a pauta e os participantes do evento. Éden Valadares afirmou que a caminhada de Nikolas Ferreira, que durou 240 quilômetros e começou no dia 19, mobilizou apenas apoiadores "extremistas" e "fundamentalistas".
"Caminhada que só mobilizou extremistas e fundamentalistas, defensores da anistia para criminosos e impunidade para bandido. A pauta da caminhada não dialoga com o Brasil real, com o Brasil de fato. Qual foi a proposta defendida nessa ação midiática que não fosse defender eles próprios?", questionou Éden.
O fim da caminhada e os alertas de Nikolas
No encerramento da sua caminhada, em Brasília, o deputado Nikolas Ferreira fez alguns pedidos importantes aos manifestantes presentes. Ele pediu:
- Para que não promovessem "invasões".
- Que não seguissem em direção à Esplanada dos Ministérios, área onde aconteceram os atos de 8 de janeiro de 2023, que resultaram em vandalismo e depredação de patrimônios históricos.
Na mesma ocasião, o parlamentar criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e reforçou que as articulações políticas deveriam ser feitas sempre pelo diálogo.

