Polícia

Presidente de cooperativa é investigado por assédio contra funcionárias

Presidente de cooperativa agropecuária em Vitória da Conquista, na Bahia, é alvo de investigação por assédio moral e violência psicológica contra funcionárias. Polícia busca por ele.
Por Redação
Presidente de cooperativa é investigado por assédio contra funcionárias

As investigações apontam que a suspeita atuava aplicando golpes relacionados a empréstimos consignado -

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A Polícia Civil de Vitória da Conquista, na Bahia, está investigando o presidente de uma cooperativa agropecuária por sérias acusações de assédio moral e violência psicológica contra funcionárias da instituição. A ação policial aconteceu nesta sexta-feira (30), mirando o dirigente que, segundo as denúncias, utilizava seu cargo para constranger e intimidar.

Durante a operação, os investigadores agiram rápido para apreender documentos cruciais. A polícia revelou que esses papéis eram resultados de uma apuração interna da cooperativa e continham informações sobre possíveis irregularidades. A preocupação era que o material fosse destruído, já que o presidente havia convocado uma reunião para encerrar a sindicância.

As denúncias que chegaram à polícia são alarmantes e descrevem um padrão de comportamento abusivo que teria ocorrido entre fevereiro e novembro de 2025. Uma das vítimas compartilhou momentos de constrangimento recorrente, que incluíam comentários ofensivos sobre sua aparência física e peso corporal. Ela também era alvo de apelidos humilhantes.

Detalhes das denúncias de assédio

  • Comentários depreciativos sobre a aparência física das funcionárias.
  • Observações sobre o peso corporal e o formato da boca.
  • Uso de apelidos considerados ofensivos e humilhantes.

Em um depoimento, uma funcionária relatou um episódio particularmente invasivo. Ao chegar atrasada por conta de problemas no transporte, após visitar o ex-noivo, ela foi alvo de uma insinuação do presidente, que teria dito que ela viajou "atrás de macho". Esse tipo de comentário ressalta a gravidade da violência psicológica e do assédio moral que estaria sendo praticado.

Uma funcionária descreveu situações recorrentes de constrangimento, incluindo comentários sobre sua aparência física, o peso corporal, formato da boca, além de apelidos considerados ofensivos e humilhantes.

A situação é tão grave que a Polícia Civil já pediu à Justiça um mandado de prisão para o investigado. No entanto, até a última atualização do caso, o presidente da cooperativa não havia sido localizado. As investigações continuam em andamento, com a polícia reunindo mais provas para esclarecer todos os fatos e garantir a responsabilização do suspeito.