Polícia

Polícia resgata mulher acorrentada à cama e prende marido no RS

Uma mulher de 21 anos foi resgatada pela Polícia Civil em Tupanciretã, no Rio Grande do Sul, após ser encontrada acorrentada a uma cama. O marido foi preso.
Por Redação
Polícia resgata mulher acorrentada à cama e prende marido no RS

Mulher foi libertada após denúncia anônima -

Compartilhe:

A Polícia Civil de Tupanciretã, no Rio Grande do Sul, fez um resgate chocante nesta terça-feira, 27, ao libertar uma mulher de 21 anos que estava acorrentada a uma cama. O caso aconteceu no Assentamento Conquista da Esperança, um local na Região Noroeste do estado.

A ação policial começou depois que uma denúncia anônima chegou à delegacia, alertando sobre a situação. Os agentes se dirigiram rapidamente ao endereço e, ao entrarem em uma das residências, encontraram a jovem dentro de um dos quartos, presa e impossibilitada de sair.

O difícil resgate e os sinais de violência

Libertar a vítima não foi uma tarefa simples. A corrente estava firmemente presa a uma das pernas da mulher, e os policiais civis tiveram que usar um equipamento especial para conseguir soltá-la. Durante o resgate, a equipe percebeu que a jovem apresentava diversos hematomas visíveis pelo corpo, um triste indicativo da violência que vinha sofrendo.

A mulher morava na casa com o marido, um homem de 28 anos. Ele foi preso em flagrante no local. As acusações contra ele são graves: cárcere privado, sequestro e lesão corporal. Esses crimes destacam a brutalidade e o controle a que a vítima estava submetida dentro da própria casa.

Impacto da denúncia e combate à violência

Após ser libertada, a mulher foi levada, junto com o suspeito, para a Delegacia de Polícia de Tupanciretã. Lá, a ocorrência foi registrada e todas as providências legais foram tomadas. Em seguida, o homem foi encaminhado para o Presídio Estadual de Júlio de Castilhos, onde ficará à disposição da Justiça.

Este triste episódio reforça a importância vital das denúncias anônimas em casos de violência doméstica e cárcere privado. Muitas vítimas estão em situações de vulnerabilidade extrema e não conseguem pedir ajuda sozinhas. A coragem de quem denuncia é essencial para que a polícia possa intervir, romper o ciclo de abusos e garantir a segurança de quem precisa de proteção.