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Polícia investiga mais duas mortes suspeitas em UTI de Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal apura mais duas mortes misteriosas em uma UTI de hospital em Brasília. Familiares relatam semelhanças com casos anteriores de injeções letais, envolvendo o técnico de enfermagem Marcos Vinícius e outras duas pessoas presas.
Por Redação
Polícia investiga mais duas mortes suspeitas em UTI de Brasília

Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo -

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A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando outras duas mortes que aconteceram de forma misteriosa na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital em Brasília. Esses novos casos são tratados de forma parecida com os três assassinatos já investigados, onde pacientes teriam morrido por injeções letais.

Os familiares das duas novas vítimas procuraram a delegacia responsável e contaram que as mortes foram bem parecidas com as anteriores. Eles disseram que tudo aconteceu de repente, logo depois que os remédios eram aplicados nos pacientes.

Quem são os envolvidos?

As investigações apontam para a atuação de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, um técnico de enfermagem. Segundo os parentes das vítimas, ele estava presente nos dois novos casos suspeitos. Marcos Vinícius já é apontado pela polícia como o principal responsável pelas aplicações nos casos anteriores.

Além dele, outras duas técnicas de enfermagem, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, também foram presas. A polícia acredita que elas deram apoio e cobertura para os crimes acontecerem. No início, os suspeitos negaram tudo, mas mudaram a versão depois que viram as imagens que serviam como prova.

Como o suposto esquema funcionava

As investigações indicam que o técnico aplicava doses muito altas de medicamentos, que agiam como veneno. Em pelo menos um dos casos, ele teria até injetado desinfetante na veia de uma das vítimas. Esse método chocante é o que levanta as suspeitas sobre a forma como as mortes aconteciam.

Próximos passos da investigação

Os investigadores já conversaram informalmente com os familiares das novas vítimas, e novos depoimentos serão marcados nos próximos dias. A polícia também vai pedir ao hospital os prontuários médicos desses pacientes. Isso vai ajudar a verificar se existe uma ligação clara entre essas mortes e a investigação que já está em andamento.

"Familiares das supostas novas vítimas procuraram a delegacia responsável pelo caso e relataram que as mortes aconteceram de forma semelhante às anteriores: de maneira repentina, logo após a administração de medicamentos."

Até o momento, a Polícia Civil ainda não conseguiu descobrir qual seria a motivação desses crimes tão graves. Os investigadores afirmam que não há nada em comum entre as vítimas: elas vêm de famílias diferentes, têm origens distintas e profissões variadas. A falta de um padrão torna a busca por um motivo ainda mais complexa.

A polícia agora espera os resultados dos laudos periciais dos equipamentos eletrônicos que foram pegos. Esses documentos são cruciais para esclarecer os fatos e tentar entender o que teria levado o suspeito a cometer os atos investigados.