A Polícia Federal (PF) segue com as investigações sobre uma suposta fraude bilionária que envolve a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). Nesta terça-feira, dia 27 de fevereiro, mais quatro pessoas ligadas às duas instituições financeiras devem prestar depoimento em Brasília.
As oitivas são cruciais para o inquérito que apura irregularidades na negociação, que acabou suspensa. O caso é de grande repercussão, já que o BRB teria desembolsado um valor altíssimo em uma operação que, segundo o Banco Central, gerou um prejuízo milionário para os cofres públicos.
Entenda a Fraude e o Prejuízo Milionário
No centro da investigação está a compra de carteiras de crédito que, na verdade, não pertenciam ao Banco Master e não tinham as garantias necessárias. O BRB chegou a pagar R$ 12 bilhões nessa aquisição. Mais tarde, o Banco Central estimou que o rombo para o BRB foi de, no mínimo, R$ 3 bilhões. Por conta das fraudes financeiras descobertas, o Banco Master foi liquidado.
A Polícia Federal busca entender como as negociações aconteceram e quem são os responsáveis por essa operação que causou um prejuízo tão grande. Os depoimentos são peças-chave para montar esse quebra-cabeça e identificar possíveis culpados.
Quem será ouvido pela Polícia Federal
Os depoimentos desta terça-feira, previstos para acontecer no Supremo Tribunal Federal (STF), incluem:
- Robério César Bonfim Mangueira: superintendente de operações financeiras do BRB.
- Luiz Antonio Bull: ex-diretor de riscos, compliance, recursos humanos e tecnologia do Banco Master.
- Augusto Ferreira Lima: ex-sócio do Banco Master.
- Angelo Antonio Ribeiro da Silva: sócio do Banco Master.
Depoimentos Anteriores e Ausências
Na segunda-feira, dia 26, a PF já havia ouvido Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor executivo financeiro e de administração do BRB, que prestou seu depoimento. Já Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master, optou por ficar em silêncio durante toda a oitiva.
Dois executivos da empresa Tirreno, também investigada no esquema, não compareceram para seus depoimentos. Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia tiveram suas oitivas remarcadas. A defesa dos executivos alegou que não houve tempo suficiente para analisar o processo e, por isso, não conseguiu prepará-los adequadamente para as perguntas da delegada responsável.
"A defesa alegou que teve pouco tempo para analisar o processo e, por isso, não conseguiu prepará-los adequadamente para os questionamentos da delegada."
Próximos Passos da Investigação
A Polícia Federal trabalha com a expectativa de apresentar um relatório completo sobre a investigação em até 60 dias. Este documento deve reunir todas as provas coletadas e indicar os nomes dos possíveis indiciados no esquema de fraude. Esse prazo pode ser prorrogado caso haja algum pedido de adiamento.
A apuração continua para trazer clareza a esse caso complexo que mexeu com o mercado financeiro e envolveu quantias bilionárias.

